Ibovespa recua por apreensão com bolsas na China; Vale PNA cai 4%

quarta-feira, 8 de julho de 2015 17:53 BRT
 

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) - A Bovespa fechou a quarta-feira com o seu principal índice abaixo dos 52 mil pontos pela primeira vez desde o final de março, contaminado por preocupações acerca de potenciais reflexos das fortes perdas no mercado acionário chinês.

As ações da Vale foram destaque na ponta negativa, com as preferenciais desabando para o menor preço em quase nove anos, após o preço do minério de ferro despencar 11 por cento.

Na véspera de feriado na capital paulista, o Ibovespa caiu 1,07 por cento, a 51.781 pontos, menor patamar desde 31 de março. O volume financeiro do pregão somou 5,7 bilhões de reais.

Novas quedas nas bolsas chinesas nesta quarta-feira, apesar de medidas de Pequim para frear a venda generalizada de papéis, elevaram o clima de incerteza no curto-prazo no ambiente externo já melindrado pelas questões da dívida grega.

Para o Credit Suisse, um dos principais efeitos negativos do movimento na China é provavelmente o nível de confiança. O banco notou que o governo tem sido incapaz de dar suporte ao mercado de ações e por isso há dúvidas sobre sua capacidade de controlar a economia.

Em nota a clientes, estrategistas do banco também chamaram atenção sobre o risco das últimas medidas, como a proibição de ofertas primárias de ações (IPOs, na sigla em inglês), representarem um retrocesso nas reformas pró-mercado.

Em Wall Street, o S&P 500 já recuava por preocupações com a China e cautela ante a Grécia, e manteve as perdas com a divulgação da ata do Federal Reserve.

No documento, autoridades do banco central dos Estados Unidos afirmaram que precisam ver mais sinais de fortalecimento da economia norte-americana antes de elevarem os juros no país.   Continuação...