Petrobras tem prazo apertado para evitar perda de campo de gás na Amazônia

quinta-feira, 9 de julho de 2015 09:55 BRT
 

Por Marta Nogueira

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Petrobras planeja ofertar no próximo ano, em um leilão de energia, a termelétrica a gás Azulão, para construção no coração da selva amazônica, e terá que correr contra o tempo para não perder a concessão de um campo de gás que leva o mesmo nome e irá produzir o insumo para a geração da energia.

A petroleira, envolvida em um escândalo de corrupção e com planos de reduzir investimentos, precisa construir e iniciar a operação da térmica, em Silves, no Amazonas, até 2017. Caso contrário, a União tomará de volta o campo de Azulão, na Bacia do Amazonas, descoberto pela petroleira há mais de 15 anos.

Em e-mail à Reuters, a companhia afirmou que o empreendimento permanece em sua carteira de projetos, mesmo após os diversos cortes realizados no plano de negócios, em que promete focar na produção de petróleo em alto mar, e dos diversos atrasos contabilizados no projeto Azulão.

A estatal explicou que está sendo considerado um modelo de negócio que contemple a sua implementação com um sócio.

"Pretende-se que o projeto possa participar dos Leilões de Energia Nova do Governo Federal que venham a ocorrer no ano de 2016", afirmou a petroleira, em nota à Reuters.

Ao aprovar uma revisão do plano de desenvolvimento do campo de gás, em meados do ano passado, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) determinou que a operação do ativo deveria ser iniciada até 2017.

Procurada, a ANP afirmou que "não houve alteração nas condicionantes da resolução da diretoria da ANP" até o momento e que "a ANP entende que o prazo estabelecido para o início de produção do campo deverá ser cumprido".

A autarquia informou ainda que a Petrobras apresentou, como previsto, o plano de desenvolvimento do campo de Japiim, também na Bacia do Amazonas, descoberto em 2001, que deverá ser integrado ao Azulão.   Continuação...

 
Sede da Petrobras, no Rio de Janeiro.  11/04/2014    REUTERS/Ricardo Moraes