ANP diz que petroleiras terão participação moderada na 13ª Rodada

quinta-feira, 9 de julho de 2015 16:05 BRT
 

RIO DE JANEIRO (Reuters) - As petroleiras devem ser "extremamente moderadas e cautelosas" na 13ª Rodada de Licitação de Blocos Exploratórios de óleo e gás, devido ao cenário de baixos preços da commodity, afirmou nesta quinta-feira a diretora-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Magda Chambriard.

"O que todas as empresas estão nos dizendo, independentemente de serem pequenas, médias ou grandes, é que serão extremamente moderadas e cautelosas e que priorizarão nos seus portfólios maiores retornos", afirmou Magda Chambriard a jornalistas, após audiência pública sobre a rodada.

Os preços do petróleo tipo Brent caíram de um patamar de mais de 100 dólares por barril em meados de 2014 para abaixo de 60 dólares o barril atualmente.

Além dos baixos preços do petróleo, representantes da indústria acreditam que o momento econômico do Brasil não está favorável para investimentos e que o governo precisa realizar mudanças nas regras do setor para torná-lo mais atrativo.

Até o momento, 17 empresas manifestaram interesse em adquirir informações para avaliar participação no leilão, que está marcado para 7 de outubro. Segundo Magda Chambriard, metade dessas empresas tem características de operadoras "A", quando está autorizada a operar em terra, águas rasas, profundas e ultra-profundas.

A audiência pública da 13ª Rodada, realizada nesta quinta-feira pela ANP para obter subsídios e informações adicionais sobre o pré-edital e a minuta do contrato de concessão da licitação, recebeu contribuições de 16 agentes do setor.

Dentre eles, o Instituto Brasileiro de Petróleo (IBP) contribuiu com um documento de 93 páginas, com pedidos de mudanças e aperfeiçoamentos no contrato da 13ª Rodada.

O secretário-executivo do IBP, Antonio Guimarães, afirmou que as principais questões apresentadas estão relacionadas a conteúdo local, responsabilidade civil dos investidores sobre as áreas e regras acrescentadas que eles não concordam.

"A nossa preocupação é que tenhamos um contrato com condições que sejam atrativas e competitivas, é a única forma de criar valor para o país", afirmou Guimarães.   Continuação...

 
Magda Chambriard, diretora-geral da ANP. 23/05/2013 REUTERS/Ricardo Moraes