Grécia envia propostas de reforma à UE e convoca votação das medidas no Parlamento

quinta-feira, 9 de julho de 2015 18:16 BRT
 

Por Renee Maltezou e John O'Donnell

ATENAS/FRANKFURT (Reuters) - O presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, recebeu nesta quinta-feira as propostas detalhadas da Grécia de como o país cumprirá as condições para receber nova ajuda financeira, disse seu porta-voz, e o governo grego anunciou que buscará apoio do Parlamento para esses compromissos em votação na sexta-feira.

O endosso parlamentar dos compromissos imediatos das reformas que a Grécia está oferecendo aos credores europeus permitiria ao país avançar na corrida para obter um novo empréstimo, evitar a falência do Estado e uma possível saída da zona do euro.

"As novas propostas da Grécia foram recebidas pelo presidente do Eurogrupo Dijsselbloem", tuitou o porta-voz do ministro. "Importante para as instituições considerarem isto em suas análises."

Ele acrescentou que Dijsselbloem não fará nenhum comentário sobre o conteúdo das propostas até a conclusão pelas instituições responsáveis de uma avaliação sobre se os planos da Grécia oferecem uma base para as negociações de um empréstimo.

Uma autoridade grega disse que parlamentares serão solicitados a autorizar o governo de esquerda a negociar uma série de medidas que devem ser tomadas antes que os fundos de auxílio sejam desembolsados, um passo fundamental para convencer credores céticos da seriedade de suas intenções.

O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, tinha até a meia noite desta quinta-feira (horário local) para entregar um plano detalhado de reformas e evitar uma turbulência maior.

Bancos gregos estão fechados desde 29 de junho, quando controles sobres capitais foram impostos e os saques em espécie foram limitados, seguindo o colapso de negociações anteriores para um resgate ao país.

A Alemanha, o maior credor, deu um pequeno passo de concessão a Atenas, ao concordar que a Grécia precisará de certas reestruturações da dívida como parte de um programa de empréstimos de três anos que viabilizaria sua economia.   Continuação...

 
Parlamento da Grécia, em Atenas, nesta quinta-feira. 09/07/2015 REUTERS/Yannis Behrakis