Em visita a Roma, Dilma convida empresas italianas a investir em logística no Brasil

sexta-feira, 10 de julho de 2015 14:26 BRT
 

(Reuters) - A presidente Dilma Rousseff apresentou nesta sexta-feira, em encontro com autoridades italianas em Roma, as oportunidades de investimento em obras de infraestrutura no Brasil e defendeu que as relações entre os dois países passem a outro patamar.

Dilma, que chegou à Itália nesta sexta após participar de reunião de cúpula dos Brics na Rússia na véspera, teve encontros separados com o primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, e o presidente do país, Sergio Mattarella.

"Discuti tanto com o presidente como com o primeiro-ministro as oportunidades de investimento que se abrem no Brasil na área de ferrovias, por exemplo. Várias empresas italianas podem participar dos leilões, assim como na área de rodovias, portos e aeroportos", disse Dilma em pronunciamento à imprensa ao lado de Renzi.

"Eu, na verdade, convidei todos os empresários italianos a intensificar ainda mais sua presença no Brasil por meio da participação nessa nova fase do programa (de investimento em logística)", acrescentou.

A presidente tem aproveitado encontros recentes com líderes estrangeiros para tentar atrair investidores para a nova etapa do Programa de Investimento em Logística (PIL) do governo, estimado em quase 200 bilhões de reais.

O investimento em infraestrutura é considerado pelo governo como um dos fatores importantes para alavancar o crescimento, num momento econômico descrito pela presidente na quinta-feira como "extremamente duro" para o país. [nL1N0ZP2JW]

Além da área de infraestrutura, Dilma defendeu uma maior parceira entre Brasil e Itália no comércio, e disse que os dois governos acertaram elevar a relação entre os países a um "patamar mais elevado".

Dilma também aproveitou a visita a Roma para se reunir com o brasileiro José Graziano, diretor-geral da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), cuja sede fica na capital italiana.

(Por Pedro Fonseca, no Rio de Janeiro)

 
Presidente Dilma Rousseff e premiê italiano, Matteo Renzi, em Roma 10/7/2015     REUTERS/ Max Rossi