Gol faz acordo de US$446 mi com Delta

sexta-feira, 10 de julho de 2015 21:19 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - A Gol anunciou nesta sexta-feira acordos financeiros com a parceira norte-americana Delta Air Lines de até 446 milhões de dólares para reforçar a liquidez da companhia brasileira. Os acordos envolvem aumento de capital e empréstimo a ser captado no mercado.

Por um lado, o controlador da Gol, o fundo de investimentos Volluto, e a Delta vão injetar até 146 milhões de dólares na Gol via aumento de capital com emissão de novas ações preferenciais.

De outro, a Delta vai garantir um empréstimo de até 300 milhões de dólares a ser contratado pela Gol ainda este ano, com a contragarantia sendo constituída na forma de ações da empresa de redes de fidelidade de clientes da Gol, a Smiles, atualmente em poder da companhia aérea brasileira.

O vice-presidente financeiro da Gol, Edmar Lopes Neto, afirmou a jornalistas que não há "nenhuma questão de liquidez neste momento" e que as operações foram acordadas porque a companhia normalmente antecipa "eventuais necessidades mais a frente". Citando o número mais recente publicado pela Gol, o caixa era de 2,4 bilhões de reais.

"Sempre é importante reforçar a liquidez da companhia. Não é uma questão de curto prazo, porque se olharmos o perfil de dívida, não há nenhuma necesidade maior no curto prazo, e por curto prazo entenda-se até 12 meses", acrescentou Lopes.

O executivo não deu detalhes do empréstimo, mas afirmou que a empresa pretende obtê-lo ainda este ano, dependendo das condições dos mercados de capitais.

Sobre o investimento de 146 milhões de dólares, o Volluto, da família fundadora da Gol, vai entrar com até 90 milhões de dólares e a Delta, com até os 56 milhões restantes. Os termos do aumento de capital para permitir o investimento serão divulgados em 14 de julho, afirmou a companhia aérea.

Por ora, a Gol afirmou que o fundo Volluto vai exercer direito de preferência na operação de aumento de capital da Gol e subscrever aproximadamente 61 por cento das novas ações. O restante será cedido em favor da Delta.

Já a companhia norte-americana vai exercer direito de preferência para subscrever cerca de 2,9 por cento das novas ações a que tem direito e poderá ficar com eventuais sobras de papéis que não forem exercidos pelos demais acionistas da Gol.

(Por Alberto Alerigi Jr.)

 
Avião da GOL no aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro 1/7/2015 REUTERS/Sergio Moraes