Premiê grego diz que acordo precisa ser implementado, apesar de via de mão única

terça-feira, 14 de julho de 2015 18:53 BRT
 

Por Michele Kambas e Karolina Tagaris

ATENAS (Reuters) - O primeiro-ministro da Grécia, Alexis Tsipras, defendeu nesta terça-feira o acordo de resgate fechado na cúpula da zona do euro dizendo que o "acordo ruim" foi o melhor disponível dadas as circunstâncias.

"Estou assumindo completamente minhas responsabilidades, por erros e omissões, e pela responsabilidade de assinar um texto no qual eu não acredito, mas que eu sou obrigado a implementar", disse Tsipras em entrevista à televisão pública.

Em uma entrevista de uma hora que misturou uma defesa de sua abrupta mudança de curso sobre o acordo de resgate com farpas direcionadas aos parceiros europeus, Tsipras disse que tinha lutado uma batalha para não cortar salários e benefícios previdenciários.

Ele acrescentou que o ajuste fiscal acertado no acordo era mais leve do que os ajustes do passado e que a Grécia precisa se manter firme no ajuste fiscal que o acordo prevê.

Tsipras também afirmou que apesar de alguns países terem resistido em dar novos recursos à Grécia --Finlândia e Holanda, em particular-- eles cederam no final.

O premiê, de 40 anos, enfrenta forte descontentamento dentro de seu partido, o Syriza, sobre o acordo. No entanto, ele disse que pretende completar seu mandato de quatro anos, descartando eleições antecipadas.

"O pior que um capitão pode fazer enquanto conduz um barco numa tempestade, por mais difícil que seja, é abandonar o leme", disse.

Questionado sobre quando os bancos gregos vão reabrir, após estarem fechados há mais de duas semanas, quando controles de capital foram impostos, ele disse: "Quando os bancos vão abrir vai depender de quando nós teremos a ratificação final do acordo".   Continuação...