ENTREVISTA-Algar Agro avança em soja e milho sob comando de ex-executivo da Bunge

quinta-feira, 16 de julho de 2015 17:14 BRT
 

Por Gustavo Bonato

SÃO PAULO (Reuters) - A mineira Algar Agro, que atua na comercialização e processamento de grãos, projeta sair do vermelho em 2015 e elevar consideravelmente os volumes de soja e milho movimentados, sob a gestão de um ex-executivo da gigante Bunge.

À frente da Algar Agro desde janeiro, Murilo Braz Sant'Anna havia atuado até 2014 como vice-presidente de agronegócio da Bunge, responsável pela maior operação de exportação agrícola do país.

Em entrevista à Reuters, o executivo contou que ao encerrar seu contrato com a Bunge pretendia se aposentar, mas aceitou o convite para assumir a divisão de agronegócios da Algar, um grupo empresarial de controle familiar que atua também nos ramos de telecomunicações, serviços e turismo.

"Queremos expansão de atuação", resumiu ele, que chegou a atuar cerca de três décadas na multinacional Bunge.

Após movimentar 1,5 milhão de toneladas exclusivamente de soja em 2014, a Algar já trabalha com milho --realizou exportação de dois navios do cereal este ano-- e pretende elevar os negócios para até 1,8 milhão de toneladas este ano.

Para 2018/2020 o plano é chegar a 4,5 milhões a 5 milhões de toneladas.

O volume ainda está distante das dezenas de milhões de toneladas movimentadas no Brasil pelas quatro grandes tradings habitualmente designadas pela sigla ABCD --ADM, Bunge, Cargill e Louis Dreyfus--, mas a estratégia da Algar Agro já é semelhante à das rivais: presença em todo o país e prioridade para exportações.

Antes da chegada de Sant'Anna, a atuação da Algar estava concentrada em Minas Gerais e na região do Mapito (Maranhão, Piauí e Tocantins), onde a empresa tem fábricas e armazéns.   Continuação...