Federações de petroleiros da Petrobras buscam unificar agenda contra desinvestimentos

sexta-feira, 17 de julho de 2015 15:03 BRT
 

Por Marta Nogueira

RIO DE JANEIRO (Reuters) - As duas federações que reúnem juntas 17 sindicatos de petroleiros que representam funcionários da Petrobras, que costumavam se tratar como rivais por diferentes ideais políticos, iniciaram conversas para unificar uma agenda que promete mostrar força contra medidas adotadas pela atual diretoria diante das dificuldades financeiras.

"Ter os 17 sindicatos unidos é essencial", afirmou o coordenador-geral do Sindipetro Bahia, filiado à Federação Única dos Petroleiros (FUP), e representante dos funcionários da Petrobras no Conselho de Administração, Deyvid Bacellar.

Segundo ele, o processo de unificação da agenda vem sendo tentado há algum tempo. Mas o primeiro ato em conjunto deve acontecer em 24 de agosto, quando a FUP e a Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) programam uma greve de um dia, como uma "advertência" contra redução de investimentos, vendas de ativos e contra a corrupção, explicou o diretor da FNP e do Sindipetro-RJ, Eduardo Henrique Soares.

A FUP, tradicionalmente ligada ao PT, já aprovou o indicativo de greve e seus 12 sindicatos filiados estão realizando assembleias para aprovação.

Já a FNP, que representa outros cinco sindicatos, vê como certa a aprovação do indicativo, em um congresso realizado entre esta sexta-feira e domingo, segundo Soares.

"Já está praticamente certo isso, que o congresso vai aprovar também o indicativo de greve", disse Soares.

"No dia 24 todo mundo vai parar (...) A posição da FNP é insistir nesse diálogo com a FUP para eleger o comando nacional unificado da greve."

Soares destacou que a greve é só um início e que uma agenda deve ser elaborada para a continuidade dos protestos.   Continuação...