TAM cortará até 10% de operações no Brasil por desaceleração do setor aéreo

segunda-feira, 20 de julho de 2015 10:31 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - A companhia aérea TAM, da Latam Airlines, anunciou nesta segunda-feira que reduzirá gradualmente sua operação no Brasil em 8 a 10 por cento diante da desaceleração do setor aéreo e do cenário econômico desafiador do país.

A empresa prevê que as iniciativas de ajustes da malha doméstica gerem redução de menos de 2 por cento de seu quadro de funcionários, já incluindo rotatividade natural da empresa. Segundo fato relevante publicado pela companhia, não haverá impacto nas equipes de tripulação.

O grupo Latam Airlines encerrou o primeiro trimestre com 53.644 funcionários. A empresa não informou o total de empregados relacionados apenas à TAM.

A companhia aérea revisou sua previsão de oferta, medida em assentos-quilômetro oferecidos (ASK) no mercado doméstico brasileiro este ano para uma contração de 2 a 4 por cento sobre 2014, ante previsão anterior de estabilidade.

"Diante de um cenário econômico desafiador no país, provocado pelo aumento da inflação e pela alta do dólar em

relação ao real, resultando numa desaceleração do setor aéreo, a TAM começa, a partir de agora, uma redução gradual de suas operações no mercado doméstico", disse a companhia aérea.

Segundo o comunicado, a TAM não deixará de operar em nenhum dos destinos onde atualmente está presente.

A presidente da TAM, Claudia Sender, disse que o ajuste da malha doméstica é necessário para enfrentar contexto econômico difícil, sem prejudicar a conectividade dos passageiros.

"Essa adequação não afeta a estratégia de longo prazo da empresa, que inclui a renovação da frota, o projeto de estudo de viabilidade do hub (centro de conexões) Nordeste e do contínuo fortalecimento dos hubs de Brasília e São Paulo/Guarulhos", disse a executiva no comunicado.

(Por Luciana Bruno)

 
A TAM plane flies past the statue of Christ the Redeemer (in the background) as it prepares to land at Santos Dumont airport in Rio de Janeiro, Brazil, July 1, 2015. REUTERS/Sergio Moraes