Executivos ligados à Camargo Corrêa são condenados por corrupção em refinarias da Petrobras

segunda-feira, 20 de julho de 2015 17:45 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - Três executivos ligados à empreiteira Camargo Corrêa foram condenados nesta segunda-feira por irregularidades em obras das refinarias operadas pela Petrobras Abreu e Lima (Rnest), em Pernambuco, e Getúlio Vargas (Repar), no Paraná, informou a Justiça Federal do Paraná, onde estão os processos da operação Lava Jato.

Dalton Avancini e Eduardo Hermelino Leite foram condenados pelos crimes de corrupção ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Como ambos fizeram acordo de delação premiada com a Justiça em troca de redução da pena, vão cumprir prisão domiciliar.

João Auler, por sua vez, foi condenado pelos crimes de corrupção ativa e organização criminosa. Ele não firmou acordo de delação premiada e foi condenado a 9 anos e 6 meses de prisão.

Procurada, a Camargo Corrêa informou que, desde que tomou conhecimento das investigações, se colocou à disposição das autoridades e tem "empreendido esforços para identificar e sanar irregularidades, reforçando sua governança corporativa e sistemas de controle".

O ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa e o doleiro Alberto Youssef, que firmaram acordos de delação premiada e já foram considerados culpados em outros processos relacionados à Lava Jato, também foram condenados nesta ação. Outro condenado foi Jayme Alves de Oliveira Filho, agora agente afastado da Polícia Federal.

A sentença também determina o pagamento de indenização de pouco mais de 50 milhões de reais à Petrobras por conta das irregularidades nas duas refinarias.

(Por Eduardo Simões)

 
Prédio da Camargo Corrêa em São Paulo. 08/01/2010  REUTERS/Paulo Whitaker