Déficit na conta corrente do Brasil cai pela metade em junho, com balança comercial

quarta-feira, 22 de julho de 2015 11:39 BRT
 

Por Marcela Ayres

BRASÍLIA (Reuters) - O déficit em transações correntes do Brasil caiu pela metade em junho, a 2,547 bilhões de dólares, comparado com um ano antes e favorecido pelo melhor saldo da balança comercial, sendo totalmente financiado pelos investimentos estrangeiros no país.

O resultado, divulgado nesta quarta-feira pelo Banco Central, veio praticamente em linho com as expectativas em pesquisa Reuters, de saldo negativo de 2,3 bilhões de dólares para o mês. Em junho de 2014, o rombo havia sido de pouco mais de 5 bilhões de dólares.

O BC, por sua vez, tinha projetado déficit de 3,5 bilhões de dólares para no mês passado.

Nos 12 meses encerrados em junho, o rombo nas contas externas correspondeu a 4,36 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), melhor que o déficit de 4,41 por cento até maio, percentual que foi revisado pelo BC.

Em junho, o saldo das contas externas foi beneficiado principalmente pelo resultado positivo da balança comercial, de 4,398 bilhões de dólares, mais uma vez favorecida pelo recuo nas importações em ritmo maior que nas exportações em meio à atividade econômica fraca. Em igual etapa do ano passado, o superávit havia sido bem menor, de 2,172 bilhões de dólares.

Do lado negativo, destaque para as remessas de lucros e dividendos, que somaram 2,509 bilhões de dólares, praticamente em linha com o resultado visto um ano antes.

A conta de serviços, caiu 6,6 por cento sobre um ano antes, negativa em 3,432 bilhões de dólares em junho. No mês, as despesas líquidas do item viagens internacionais ficaram praticamente estáveis em 1,203 bilhão de dólares.

Com isso, o rombo na conta corrente do país --transações no Brasil com exterior, incluindo comércio e serviços, entre outros-- encerrou o primeiro semestre do ano em 38,282 bilhões de dólares, quase 25 por cento inferior ao déficit de 49,972 bilhões de dólares no mesmo período de 2014.   Continuação...

 
Homem sai da sede do Banco Central, em Brasília. 15/01/2014 REUTERS/Ueslei Marcelino