Raízen fecha acordos de exportação de etanol de 2ª geração para Europa

quarta-feira, 22 de julho de 2015 14:26 BRT
 

PIRACICABA, São Paulo (Reuters) - A Raízen fechou acordos para exportar etanol de segunda geração para a Europa a um prêmio de 300 reais por metro cúbico sobre o produto convencional, em meio à forte demanda pelo produto no exterior por preocupações ambientais.

"O etanol de segunda geração tem nicho muito forte no mercado exportador. EUA, Europa e Ásia têm muito interesse. Vamos produzir 10 milhões de litros esse ano e já está tudo vendido para fora", disse nesta quarta-feira o diretor-executivo de Açúcar, Etanol e Bioenergia da Raízen, João Alberto Abreu.

A Raízen, maior produtora individual de etanol e açúcar do Brasil, uma joint venture entre Cosan e Shell, inaugurou nesta quarta sua primeira usina de etanol de segunda geração, em Piracicaba, no interior de São Paulo. nE6N0ZT02Z]

O combustível, produzido a partir de biomassa da cana, com o uso de enzimas, ainda é mais caro que o etanol tradicional, fabricado com o caldo açucarado extraído na moagem da cana.

O custo de produção do etanol de primeira geração é de cerca de 1.150 reais por metro cúbico (mil litros), enquanto o de segunda geração custa 1.400 reais, segundo a Raízen.

A empresa projeta que vai conseguir equiparar os custos dos dois tipos até 2017 e fazer o chamado etanol celulósico custar 1.100 reais por metro cúbico em 2018.

A atual capacidade da nova unidade é de 26 milhões de litros por ano, mas um novo equipamento de fermentação começará a ser instalado em outubro, o que fará a usina chegar futuramente a 42 milhões de litros anuais.

Abreu disse que a Raízen planeja instalar usinas de segunda geração em oito localidades assim que os custos estejam similares ou inferiores ao do etanol convencional.

Segundo ele, trata-se de um produto com forte apelo no mercado externo, uma vez que sua produção tem baixíssima emissão de carbono.   Continuação...