Suíça amplia investigações sobre Petrobras para incluir Odebrecht

quarta-feira, 22 de julho de 2015 16:41 BRT
 

GENEBRA (Reuters) - A procuradoria-geral da República da Suíça informou nesta quarta-feira que ampliou uma investigação de corrupção na Petrobras para incluir a maior empresa de engenharia e construção da América Latina, a Odebrecht, e suas subsidiárias.

Autoridades suíças têm colaborado com o Brasil na investigação sobre o escândalo de corrupção que envolveu a Petrobras desde pelo menos março.

Sua colaboração nas investigações brasileiras sobre a Odebrecht, no entanto, pode ser a chave para o rastreamento de subornos supostamente pagos aos ex-executivos da Petrobras.

"Subsidiárias da Odebrecht são suspeitas de usar contas suíças para fazer pagamentos de propina a ex-executivos da Petrobras, que também mantinham contas bancárias na Suíça", afirmou o gabinete do procurador-geral, em um comunicado.

Marcelo Odebrecht, presidente-executivo da Odebrecht, foi preso em São Paulo recentemente, e procuradores deverão apresentar acusações formais em breve, como parte do aprofundamento da investigações envolvendo a Petrobras.

Investigadores da Polícia Federal brasileira estão investigando relatórios que sustentam que Pedro Barusco, um ex-executivo da divisão de serviços da Petrobras, e Paulo Roberto Costa, um ex-diretor de Abastecimento da petroleira estatal, aceitaram subornos da Odebrecht.

O comunicado da investigação na Suíça segue declarações de autoridades de países latino-americanos, incluindo Peru, Equador e Colômbia, que estão colaborando com o Brasil ou que investigam por eles mesmos potencial corrupção em projetos envolvendo a Odebrecht.

Investigadores nos Estados Unidos e Panamá também têm colaborado com o Brasil, contribuindo com o crescimento das implicações globais da investigação de corrupção.

Promotores brasileiros disseram que a Odebrecht pode ter liderado o que eles chamam de um cartel de empresas de engenharia, acusadas ​​de sobreprecificar contratos com a Petrobras e distribuir o dinheiro extra como suborno entre si e para políticos, em sua maioria, membros de partidos da base do governo da presidente Dilma Rousseff.   Continuação...