Fibria tem vendas acima do esperado em julho, com demanda forte na Ásia e Europa

quinta-feira, 23 de julho de 2015 13:44 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - A produtora de celulose de eucalipto Fibria está tendo volumes de vendas acima do esperado em julho e conseguiu implementar a alta de preços anunciado no mês anterior, afirmou nesta quarta-feira o diretor comercial da empresa, Henri Philippe van Keer.

O executivo não informou detalhes sobre as vendas, mas comentou a analistas que nem a desvalorização do euro contra o dólar na Europa está afetando a demanda, já que os fabricantes de papel da região estão conseguindo elevar exportações.

"Apesar de desvalorização do euro, não estamos enfrentando dificuldade para aumentar o preço (da celulose) em dólar", disse o executivo, rejeitando preocupações de analistas sobre pressões para queda nos valores cobrados pelo insumo.

Pouco antes, em teleconferência com jornalistas, Van Keer comentou que a demanda global por celulose "continua muito boa, não há nenhum sinal de diminuição". Segundo ele, está havendo pressão sobre os preços da tonelada de celulose de fibra longa, produzida por rivais da Fibria.

A Fibria anunciou aumento de 20 dólares no preço da tonelada de celulose de fibra curta em junho, reajuste praticamente todo implementado em julho disse o executivo. Ele evitou fazer projeções de preços para os próximos meses, mas afirmou que o nível de estoques da celulose na China seguem baixos.

As ações da Fibria eram uma das líderes de ganhos do Ibovespa às 13h40, horário de Brasília, avançando 2,7 por cento, enquanto o índice caía 1,5 por cento.

A alta nas ações refletia fortes resultados trimestrais, comentários dos executivos da empresa sobre demanda, além de perspectivas de pagamento de remuneração adicional a acionistas.

A Fibria fechou junho com uma relação dívida líquida sobre lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) de apenas 1,95 vez em dólar. Com um baixo nível de endividamento e forte geração de caixa, o diretor financeiro da Fibria, Guilherme Cavalcanti, admitiu a possibilidade da companhia avaliar pagamentos extras aos investidores.

"Se a geração de caixa vier forte, essa questão vai ser internalizada sobre um possível pagamento adicional", disse Cavalcanti a analistas.   Continuação...