Greve da Petrobras tem adesão em mais de 10 Estados; produção não é impactada

sexta-feira, 24 de julho de 2015 18:45 BRT
 

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Funcionários da Petrobras em mais de dez Estados aderiram à greve de 24 horas desta sexta-feira, em protesto contra venda de ativos da petroleira, interrompendo o trabalho em refinarias, plataformas, terminais e outras unidades, segundo sindicatos.

Pelo menos 19 plataformas da companhia nas bacias de Campos e Santos aderiram ao movimento, mas não houve até o momento registros de prejuízo à produção de petróleo e gás, segundo a companhia e sindicatos.

O movimento acontece no mesmo dia em que ocorre uma reunião do Conselho de Administração na sede da Petrobras, que prevê discutir questões relacionadas a desinvestimentos da petroleira.

O encontro teve inicio na manhã desta sexta e dentre os temas está a distribuição acionária da subsidiária Transportadora Associada de Gás (TAG), para que possa ser vendida.

Na Bacia de Campos, 17 plataformas aderiram à greve e algumas estão produzindo sob a gerência de equipes de contingência enviadas pela Petrobras, para que a produção não fosse impactada, explicou o diretor do Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF), Marcos Brêda.

Brêda ressaltou que, até o momento, apenas as 17 plataformas das 25 que haviam aprovado a paralisação em assembleias na Bacia de Campos enviaram documentos comprovando que estão em greve.

Já na Bacia de Santos, funcionários das plataformas Mexilhão e Merluza estão trabalhando em "operação tartaruga", segundo o coordenador-geral do Sindicato dos Petroleiros do litoral Paulista (Sindipetro-LP), Adaedson Costa.

As duas bacias representam juntas mais de 90 por cento da produção de petróleo do país, segundo dados da ANP.

A greve é liderada pela Federação Única dos Petroleiros (FUP), que representa 12 sindicatos de funcionários da Petrobras, e pela Federação Única dos Petroleiros (FNP), que representa outros cinco sindicatos.   Continuação...

 
Logo da Petrobras visto em prédio da companhia em São Paulo.    23/04/2015   REUTERS/Paulo Whitaker