July 27, 2015 / 10:36 PM / 2 years ago

Petrobras estuda adiar atividades na área de Júpiter em Santos, diz sócia Galp

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RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Petrobras e a portuguesa Galp devem adiar a perfuração de dois poços inicialmente previstos para este ano no bloco BM-S-24, onde está a descoberta de Júpiter, no pré-sal da Bacia de Santos, informou a portuguesa nesta segunda-feira, em seu balanço financeiro.

A perfuração dos poços estava prevista para o segundo e quarto trimestres deste ano.

De acordo com a Galp, as duas sócias estão se preparando para pedir à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) uma extensão do prazo para a Declaração de Comercialidade da área. A empresa não informou para quando estava previsto inicialmente a apresentação.

"No bloco BM-S-24, o consórcio está a preparar o processo para a extensão do prazo para a Declaração de Comercialidade junto das autoridades brasileiras, decorrendo por esse efeito a reprogramação das atividades inicialmente previstas para 2015, nomeadamente a perfuração dos poços de avaliação Elida e Citera", afirmou a Galp, em seu balanço do segundo trimestre.

A descoberta de Júpiter é um dos ativos que estão sendo colocados à venda pela Petrobras, segundo afirmaram fontes do setor à Reuters, em meio ao ambicioso plano de venda de ativos da petroleira, que prevê arrecadar mais de 15 bilhões de dólares somente até o fim do ano que vem. [JnL1N0YP20C]

Arrematado na terceira Rodada de Licitação de Blocos Exploratórios de Petróleo da ANP, por 324.354 reais, em 2001, o BM-S-24 é operado pela Petrobras, com 80 por cento de participação, em parceria com a Petrogal, joint venture formada pela Galp Energia (70 por cento) e pela Sinopec (30 por cento).

A Galp teve lucro líquido trimestral ajustado quase três vezes maior que o ano anterior, superando estimativas, e elevou suas projeções de lucros antes de impostos para o ano em quase 20 por cento.

A melhora ocorreu devido a uma recuperação das margens de refinarias e um forte aumento na produção de petróleo no Brasil, onde a Galp espera que uma nova plataforma de produção de petróleo na área de Iracema Norte inicie a extração nos próximos dias, um trimestre antes do previsto.

A plataforma prevista para a área é uma unidade afretada, chamada Cidade de Itaguaí.

A Petrogal foi a quinta maior produtora de óleo e gás no Brasil em maio, segundo os últimos dados publicados pela ANP, com produção de 38,849 mil barris de óleo equivalente por dia.

avanços No pré-Sal Brasileiro

Segundo a Galp, a plataforma Cidade de Mangaratiba, na área de Iracema Sul, atingiu produção média de 130 mil barris de óleo por dia em julho, após a conexão de um quarto poço produtor.

"A conexão do quinto poço produtor está prevista até ao final do ano, prevendo-se que com este poço a unidade atinja o plateau de produção", afirmou a Galp, em seu relatório.

Em junho, a Galp e suas sócias apresentaram à agência reguladora o plano de desenvolvimento dos campos Atapu, Berbigão e Sururu, todos no bloco BM-S-11, no seguimento da Declaração de Comercialidade submetida em dezembro de 2014.

"É esperada a alocação de três FPSO replicantes, com o início de produção na área de Atapu esperado em 2018", disse a Galp.

A Petrobras é operadora do BM-S-11 e tem como sócios a BG, com 25 por cento, e Petrogal, com os 10 por cento restantes.

Sobre a descoberta de Carcará, no bloco BM-S-8, a Galp informou que o consórcio concluiu os trabalhos de perfuração do poço de avaliação Carcará Norte e iniciou em julho a segunda fase da perfuração do poço de avaliação Carcará NW.

Entretanto, não detalhou quando Carcará deve entrar em produção. No plano de negócios 2014-2018, a Petrobras planejava iniciar a extração de petróleo na área em 2018. Entretanto, em seu novo plano 2015-2019 a empresa retirou Carcará da previsão e não informou para quando foi adiado o projeto.

Carcará também está entre os campos que podem ser colocados à venda pela Petrobras.

A Galp tem participação de 14 por cento no consórcio do bloco BM-S-8, a Barra Energia e a QGEP têm 10 por cento cada, e a Petrobras, que é a operadora, 66 por cento.

Por Marta Nogueira; edição de Roberto Samora

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