July 28, 2015 / 1:15 PM / in 2 years

Presidente licenciado da Eletronuclear é preso em nova etapa da Lava Jato

2 Min, DE LEITURA

Sede da Eletrobras, no centro do Rio de Janeiro. 24/08/2014Pilar Olivares

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Polícia Federal prendeu nesta terça-feira o diretor-presidente licenciado da Eletronuclear, Othon Luiz Pinheiro da Silva, em uma nova etapa da operação Lava Jato, que tem como foco a empresa subsidiária da Eletrobras.

De acordo com a PF, a investigação da fase chamada "Radioatividade" se concentra em contratos firmados por empresas já mencionadas na operação Lava Jato com a Eletronuclear, inclusive em licitação para as obras da usina nuclear de Angra 3.

A Eletronuclear confirmou, por meio da assessoria de imprensa, que o presidente da empresa licenciado foi preso no Rio de Janeiro como parte da operação da PF. Ele está afastado do cargo desde abril, quando surgiram denúncias de pagamento de propina a dirigentes da companhia.

Um executivo da Andrade Gutierrez também teria sido preso, de acordo com reportagens publicadas pela imprensa.

"Dentre outros fatos investigados, são objeto de apuração nesta fase a formação de cartel e o prévio ajustamento de licitações nas obras de Angra 3, e o pagamento indevido de vantagens financeiras a empregados da estatal", disse a PF em comunicado.

Foram expedidos 30 mandados judiciais, sendo dois de prisão temporária e cinco de condução coercitiva, nas cidades de Brasília, Rio de Janeiro, Niterói, São Paulo e Barueri.

A polícia não identificou quais empresas estariam envolvidas nas supostas irregularidades. No entanto, na semana passada, o presidente da Camargo Corrêa, Dalton Avancini, disse em delação premiada no âmbito da Lava Jato que empreiteiras, incluindo sua empresa e a Odebrecht, realizaram reuniões para discutir o pagamento de propinas a dirigentes da Eletrobras em agosto de 2014, quando as investigações já estavam em andamento e eram públicas.

A Lava Jato investiga um dos maiores esquemas de corrupção no Brasil, envolvendo inicialmente a Petrobras, empreiteiras e políticos, com pagamento de bilhões de dólares em propina.

Por Pedro Fonseca; Reportagem adicional de Jeb Blount

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