Duratex espera 2o semestre melhor, mas falta visibilidade sobre desempenho anual

terça-feira, 28 de julho de 2015 16:15 BRT
 

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A empresa de insumos para construção civil Duratex espera um segundo semestre melhor do que a primeira metade do ano, mas executivos da companhia afirmaram nesta terça-feira que o resultado do ano ainda é incerto devido à falta de visibilidade sobre a demanda nos próximos meses.

"A gente espera um terceiro trimestre melhor do que o segundo trimestre. Tivemos um mês de junho que foi bastante fraco e a gente sente alguns pontos de melhora em julho, mas temos que aguardar. A visibilidade é pouca", disse em teleconferência com analistas o presidente-executivo da Duratex, Antonio Joaquim de Oliveira.

A Duratex divulgou mais cedo queda de 34,5 por cento no lucro líquido do segundo trimestre sobre o mesmo período do ano passado, a 38,4 milhões de reais, e citou forte queda de pedidos de madeira por parte da indústria moveleira e desaceleração do mercado imobiliário.

"A gente não tem visibilidade para dizer como vai ser a comparação de um ano contra o outro. Certamente (o segundo semestre) será melhor com relação ao primeiro semestre", completou Oliveira, acrescentando que no trimestre as indústrias moveleiras começam a se preparar para as vendas de fim de ano.

O custo de produtos vendidos da Duratex manteve-se praticamente estável no segundo trimestre sobre um ano antes, tendo recuado cerca de 5 por cento no comparativo trimestral.

Segundo o diretor de finanças, Flavio Marassi Donatelli, a empresa tem como objetivo manter os custos abaixo da inflação. Ele comentou durante a teleconferência que apesar de alguns insumos serem cotados em dólar, o mercado interno mais difícil abre portas para renegociações com fornecedores.

A Duratex elevou em 7 por cento os preços de toda sua linha de produtos no primeiro trimestre, mas a empresa avalia que o nível de demanda no mercado brasileiro ainda é baixo para um novo aumento nos próximos meses. Por outro lado, a companhia vai buscar ampliar esforços de exportações, aproveitando o cenário cambial mais favorável.

"A gente tem um plano de 3 a 4 anos no sentido de crescer o volume de forma significativa no mercado externo. Tudo indica que a gente vai ter um nível de câmbio similar ao que temos hoje, que é mais favorável (para exportações)", disse Oliveira. A estratégia inclui Estados Unidos, América Latina e África.

Às 16h03, as ações da empresa subiam 1,9 por cento, a 6,99 reais, enquanto Ibovespa tinha valorização de 1,3 por cento.

(Por Juliana Schincariol)