PIB dos EUA no 2º tri ganha força impulsionado por gastos de consumidores

quinta-feira, 30 de julho de 2015 10:05 BRT
 

WASHINGTON (Reuters) - O crescimento econômico dos Estados unidos acelerou no segundo trimestre, com a aceleração dos gastos de consumidores compensando os fracos gastos de empresas com equipamentos, sugerindo um ímpeto estável que pode deixar o Federal Reserve, banco central do país, mais perto de elevar a taxa de juros neste ano.

O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu à taxa anual de 2,3 por cento, informou o Departamento do Comércio nesta quinta-feira. O PIB do primeiro trimestre, antes divulgado como contração de 0,2 por cento, foi revisado para cima e passou a mostrar expansão de 0,6 por cento.

A revisão ao crescimento do primeiro trimestre refletiu medidas adotadas pelo governo para refinar o ajuste sazonal de alguns componentes do PIB, que segundo economistas deixaram sazonalidade residual nos dados, como também nova fonte de dados.

O Federal Reserve, banco central norte-americano, descreveu na véspera a economia como crescendo "moderadamente", ao mesmo tempo que melhorou sua perspectiva sobre o mercado de trabalho e afirmou que o setor imobiliário mostrou avanços "adicionais". A avaliação do Fed deixou a porta aberta para possível elevação da taxa de juros em setembro.

Embora a expansão do PIB no segundo trimestre tenha ficado ligeiramente abaixo das expectativas de economistas que previam alta de 2,6 por cento, a composição do crescimento indicou fundamentos cada vez mais sólidos.

O indicador de demanda doméstica privada --que exclui comércio, estoques e gastos do governo-- cresceu à taxa de 2,5 por cento, após subir 2,0 por cento no início do ano.

O crescimento no segundo trimestre foi impulsionado por gastos de consumidores à medida que as famílias usaram parte dos ganhos inesperados gerados pela gasolina mais barata no final de 2014 e início deste ano para irem às compras. O fortalecimento do mercado de trabalho também encorajou consumidores a gastarem.

Por outro lado, os gastos das empresas em estruturas caíram à taxa de 1,6 por cento, depois de tropeçarem 7,4 por cento no início do ano. Os gastos com equipamentos caíam à taxa de 4,1 por cento.

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(Por Lucia Mutikani)