Resultado da BR Malls no 2º tri é pressionado por cenário econômico

segunda-feira, 3 de agosto de 2015 21:01 BRT
 

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O resultado da administradora de shoppings centers BR Malls no segundo trimestre foi afetado pela desaceleração econômica no período, afirmou a companhia nesta segunda-feira, acrescentando que retomará seus patamares históricos de crescimento assim que passar o ciclo negativo da economia.

"Assim como no primeiro trimestre, nosso resultado do segundo trimestre foi negativamente impactado pela desaceleração

macroeconômica no país", disse a BR Malls em seu relatório de resultados.

A empresa informou nesta segunda-feira que teve um lucro líquido de 330,3 milhões de reais, alta de 10,6 por cento na comparação anual.

Desconsiderando a variação cambial, o efeito da avaliação de seus ativos a valor justo e impostos diferidos decorrentes desta avaliação, o lucro líquido ajustado caiu 18 por cento ano a ano, para 86,9 milhões de reais.

A BR Malls já havia divulgado que as vendas totais em seus shoppings subiram 0,3 por cento no segundo trimestre na comparação anual, a 5,4 bilhões de reais. As vendas mesmas lojas (abertas há mais de 12 meses) subiram 3,6 por cento no período, ante avanço de 7,5 por cento um ano antes.

No segundo trimestre de 2015, a receita líquida alcançou 347,9 milhões de reais, avanço de 4,6 por cento na mesma base de comparação. Já o Ebitda (sigla em inglês para lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado subiu 3,5 por cento no período, para 277,3 milhões de reais.

"Encaramos a atual situação como um estágio negativo no ciclo econômico, e temos confiança que uma vez passada essa crise, e tivermos em um ambiente com condições macroeconômicas favoráveis, retomaremos nossos patamares históricos de crescimento", disse a empresa.

As vendas mesmas lojas da BR Malls chegaram a 8,1 por cento no terceiro trimestre de 2013, no maior patamar dos últimos 3 anos. Neste intervalo, os aluguéis mesmas lojas atingiram o pico de crescimento de 10,4 por cento no quarto trimestre de 2013 (com alta de 7 por cento no segundo trimestre de 2015).   Continuação...