Lucro do Itaú Unibanco avança 22% no 2º tri; calotes sobem após 11 quedas seguidas

terça-feira, 4 de agosto de 2015 09:57 BRT
 

Por Aluísio Alves

SÃO PAULO (Reuters) - O aumento das margens com operações de crédito e das receitas com tarifas e seguros, além do controle das despesas, sustentaram o lucro do Itaú Unibanco no segundo trimestre, mas o banco viu um repique dos calotes após 11 trimestres em queda.

O grupo, que manteve a condição de maior banco privado do país mesmo após a compra das operações no Brasil do HSBC pelo Bradesco, anunciou nesta terça-feira que teve lucro líquido de 5,984 bilhões de reais no período, alta de 22,1 por cento na comparação com um ano antes .

Em bases recorrentes, o lucro foi de 6,134 bilhões de reais, 23,35 maior ano a ano e pouco acima da previsão média de analistas consultados pela Reuters, de 5,74 bilhões, anunciou nesta terça-feira..

O lucro foi lastreado em parte nos maiores ganhos nas operações de crédito. A margem financeira, líquida das despesas com provisões para calotes e recuperação de crédito, subiu 1,1 por cento sobre o segundo trimestre do ano passado.

O estoque de financiamentos do banco, incluindo avais e fianças, fechou junho em 531,7 bilhões de reais, avançou 9 por cento em 12 meses, embora tenha encolhido 2,2 por cento sobre o trimestre imediatamente anterior. Os destaques mais uma vez foram as linhas consideradas de menor risco, como consignado (+52,3 por cento), e imobiliário (+20,8 por cento). Foram as únicas a crescer ante o fim de março.

A escalada do dólar, por sua vez, ajudou a carteira do Itaú na América Latina dar um salto de 33,9 por cento.

O banco manteve a previsão de crescimento da carteira total para 2015, de 3 a 7 por cento.

Mas o banco também viu a receita com serviços e tarifas avançarem 9 por cento ano a ano, a 6,9 bilhões de reais. E as operações com seguros deram resultado 16 por cento maior, a 1,45 bilhão de reais. Enquanto isso, a despesas administrativas subiram 4,2 por cento.   Continuação...

 
Mulher passa em frente a agência do Itaú no Rio de Janeiro. 29/01/2014 REUTERS/Sergio Moraes