Lucro da Petrobras despenca quase 90% no 2º trimestre, a R$531 mi

quinta-feira, 6 de agosto de 2015 22:18 BRT
 

Por Marta Nogueira e Roberto Samora

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Petrobras anunciou nesta quinta-feira queda de 89,3 por cento no lucro líquido do segundo trimestre na comparação anual, em grande parte devido ao lançamento de eventos não recorrentes, como dívidas tributárias, em um momento em que a empresa afetada por um escândalo de corrupção busca maior credibilidade do mercado e previsibilidade nos resultados futuros.

O lucro líquido da empresa entre abril e junho foi de 531 milhões de reais, impactado principalmente por redução no valor de ativos (impairment), além de lançamento de pagamento e provisões de dívidas tributárias relativa ao Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

Apesar de o lucro ter despencado ante o mesmo período do ano passado, os executivos da companhia se mostraram bastante satisfeitos com o resultado operacional, que foi robusto.

"Gostaria de frisar que o lucro gerencial da companhia foi ótimo", afirmou o presidente da Petrobras, Aldemir Bendine, em entrevista a jornalistas, após a divulgação ao mercado. Ele creditou o "lucro contábil tão pequeno" ao pagamento e provisão para a dívida tributária, além do impairment.

A petroleira pagou no segundo trimestre uma dívida tributária de 1,6 bilhão de reais e provisionou outros 2,6 bilhões de reais para outras três ações tributárias, que já estão em fase de julgamento.

Segundo Bendine, 2015 ainda é um ano de ajustes e a empresa está trabalhando para enfrentar passivos tributários para ter uma maior previsibilidade dos resultados no futuro.

"A empresa possui passivo tributário, nós queremos enfrentá-lo, não podemos mais ficar nessa situação de a cada momento ficar esperando decisão de julgamentos em relação a esse enorme passivo tributário que a empresa tem", afirmou.

A empresa ainda registrou, no segundo trimestre, impairment de ativos de 1,283 bilhão nas áreas de Gás e Energia, Abastecimento, e Exploração & Produção, devido à exclusão de projetos da carteira de investimentos contemplada no Plano de Negócios e Gestão de 2015 a 2019.   Continuação...

 
Presidente da Petrobras, Aldemir Bendine, durante evento em São Paulo.  6/07/2015. REUTERS/Paulo Whitaker