Setor elétrico tem 11 fusões e aquisições no país desde junho, diz PwC

sexta-feira, 7 de agosto de 2015 17:18 BRT
 

Por Luciano Costa

SÃO PAULO (Reuters) - O setor elétrico brasileiro registrou 11 transações de fusões e aquisições entre junho e julho, alcançando a marca de 34 negócios fechados em 2015, ante 23 no mesmo período do ano passado, de acordo com relatório da consultoria PwC.

O número de transações é o maior desde 2010, pelo menos, e representa 7,47 por cento de todos negócios fechados em fusões e aquisições no pais neste ano --que é também maior nível de participação do setor nos números totais do país no período.

A PwC afirma que o desempenho positivo destaca-se apesar de um ambiente econômico mais desafiador apresentado pelo Brasil nos últimos anos.

"Na crise, existe um fator que é positivo para o aspecto de fusões e aquisições, que acaba gerando mais oportunidades... as empresas precisam de ajuda, de sócios, investidores. Muitas delas acabam tendo que vender (ativos)", afirmou à Reuters o sócio da PwC, André Castelo.

Grandes elétricas já foram por esse caminho, como a EDP Energias do Brasil, que vendeu pequenas hidrelétricas para a Brookfield, e a Tractebel, que contratou uma assessoria para se desfazer de pequenas usinas eólicas.

O consultor da PwC acredita que o segundo semestre vai ser mais movimentado, justamente devido a um acirramento das turbulências no cenário macroeconômico do país.

"Isso cria uma aproximação entre a expectativa de preços entre um lado e outro (comprador e vendedor) e faz com que saiam mais negócios", disse Castelo.

O sócio do escritório de advocacia Mattos Filho, Fabiano Ricardo Luz de Brito, admite que o ambiente mais tumultuado do país cria certo receio, mas não é um impeditivo para o fechamento de negócios.   Continuação...