CORREÇÃO-Desligamento de térmicas reduz projeção de déficit hídrico para 2015, diz CCEE

terça-feira, 11 de agosto de 2015 11:37 BRT
 

(Corrige no 2º parágrafo os percentuais do déficit hídrico projetado para 15,8%, e não 20,2%, e 17,8%, e não 22,2%)

Por Luciano Costa

SÃO PAULO (Reuters) - O desligamento de termelétricas anunciado semana passada pelo Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) beneficia não só o consumidor, que paga pela operação dessas usinas, mas também as hidrelétricas, que serão mais acionadas para atender a carga, e assim terão um déficit de geração menor neste ano, avalia a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

O conselheiro da CCEE Roberto Castro estimou à Reuters que o déficit hídrico previsto para este ano deve cair para cerca de 15,8 por cento, ante 17,8 por cento anteriormente estimados.

"É uma boa notícia do lado do consumidor, com redução tanto do custo do encargo (que custeia o uso das térmicas), quanto do lado da geração, com a melhora da condição do déficit hídrico", disse Castro.

Com a seca registrada nos últimos dois anos, todas as térmicas estavam ligadas para garantir a oferta de energia, o que causava perdas aos donos de hidrelétricas, que estão gerando abaixo do que precisariam por contrato, sendo obrigadas a comprar energia no mercado de curto prazo.

A melhoria das chuvas e a redução do consumo de energia que possibilitaram o desligamento das térmicas resultaram também em preços menores da energia no mercado de curto prazo, o que também favorece as usinas hídricas, que ainda pagarão menos para cobrir os déficits.

Depois de passar entre janeiro e abril em 388 reais por megawatt-hora, o Preço de Liquidação de Diferenças (PLD), valor de curto prazo da energia, começou a cair e hoje está em cerca de 130 reais por megawatt-hora.

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