Odebrecht, Camargo Corrêa e Queiroz Galvão desistem de Angra 3 por falta de pagamento

quarta-feira, 12 de agosto de 2015 19:03 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - As construtoras Odebrecht, Queiroz Galvão e Camargo Corrêa informaram nesta quarta-feira que desistiram de participar do consórcio contratado para a construção da usina nuclear de Angra 3, devido à inadimplência da Eletronuclear, subsidiária da Eletrobras responsável pelo empreendimento.

A Eletronuclear, a Queiroz Galvão, a Odebrecht e a Camargo Corrêa estão entre as empresas investigadas pela operação Lava Jato, que apura um escândalo de corrupção no país.

Procurada, a Eletrobras não pôde responder imediatamente, enquanto a Eletronuclear preferiu não se manifestar.

Odebrecht, Queiroz Galvão e Camargo Corrêa faziam parte do consórcio Angramon, contratado para a montagem da usina nuclear e composto também por Andrade Gutierrez, UTC Engenharia, EBE e Techint.

Procuradas, a UTC e a Andrade Gutierrez preferiram não se pronunciar, enquanto as demais empresas não puderam comentar imediatamente.

O consórcio Angramon disse, por meio da assessoria de imprensa, que não se manifestará em nome das consorciadas e nem sobre atrasos de pagamentos da Eletronuclear.

O contrato de Angra 3 com o consórcio era de 2,9 bilhões de reais, em valores de fevereiro de 2013, e envolvia a montagem eletromecânica de sistemas da usina nuclear, com execução prevista em um prazo total de 58 meses.

O negócio, porém, encontra-se sob ampla investigação. Em 31 de julho, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) informou que a Camargo Corrêa fechou um acordo de leniência para confessar "acordos de fixação de preços, condições e divisão de mercado para frustrar o caráter competitivo do edital" de licitação de Angra 3.

Segundo o Ministério Público Federal, todas empresas do consórcio Angramon estão atualmente no alvo da Operação Lava Jato.   Continuação...