Aneel propõe redução de 18% em bandeira vermelha nas contas de luz

quinta-feira, 13 de agosto de 2015 13:05 BRT
 

BRASÍLIA (Reuters) - A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) propôs nesta quinta-feira uma redução na taxa das bandeiras tarifárias vermelhas para 4,50 reais para cada 100 quilowatt-hora consumido, ante os 5,50 reais atualmente em vigor, uma queda de cerca de 18 por cento.

Se confirmado, o novo valor valerá entre setembro e dezembro deste ano e deverá reduzir em 2 por cento, em média, a conta de luz dos consumidores residenciais, estimou o diretor-geral da Aneel, Romeu Rufino.

Além disso, a Aneel estima que a queda no valor da bandeira vermelha reduzirá em 1,7 bilhão de reais a arrecadação do sistema de bandeiras até o fim do ano.

As bandeiras tarifárias indicam para o consumidor o custo na geração. As atuais bandeiras vermelhas sinalizam custos mais elevados. Os recursos arrecadados com a bandeira cobrem custos de geração das térmicas e exposições ao mercado de curto prazo.

A proposta de redução apresentada pela Aneel decorre de solicitação do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), que na semana passada mandou desligar 2 mil megawatts gerados em termelétricas que têm custo de operação superior a 600 reais por megawatt-hora.

Segundo Rufino, apesar de o desligamento das térmicas ter permitido a proposta de baixar o custo da bandeira vermelha, ainda não permite mudar a cor para amarela, na qual a taxa adicional corresponde a 2,50 reais para cada 100 quilowatt-hora.

"Não temos cenário para mudar a (cor da) bandeira nos próximos meses", disse Rufino.

Ele lembrou que, para que a bandeira fique amarela, é necessário desligar termelétricas com custo de operação abaixo de 388 reais por MWh.

"Como desligamos as térmicas com custo acima de 600 reais, não é provável que se desligue as que estão abaixo de 388 reais", disse.   Continuação...

 
Torres de transmissão de energia em Santo Antônio do Jardim, em São Paulo.  07/02/2015    REUTERS/Paulo Whitaker