Oi vê queda do consumo de caixa nos próximos meses, diz presidente

quinta-feira, 13 de agosto de 2015 12:29 BRT
 

Por Luciana Bruno e Brad Haynes

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A operadora de telecomunicações Oi espera que o consumo de caixa seja reduzido consideravelmente no segundo semestre deste ano, e a companhia deve em breve começar a gerar fluxo de caixa livre, disse nesta quinta-feira o presidente-executivo da companhia, Bayard Gontijo.

"Nosso maior desafio é o balanço patrimonial, o consumo de caixa no segundo trimestre permaneceu alto", disse Gontijo em teleconferência com analistas sobre os resultados do segundo trimestre. "Esperamos gerar caixa no médio prazo."

De acordo com o executivo, a empresa prevê para isso dar continuidade aos esforços de renegociação de multas com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) --cujos resultados devem vir até novembro--, e à estratégia de venda de ativos como imóveis e torres de telefonia. O executivo também declarou que a empresa iniciou há três meses negociações para a venda de seus ativos na África.

Nesta quinta-feira, a Oi divulgou lucro de 671 milhões de reais no segundo trimestre, recuperando-se de prejuízo de 217 milhões de reais no mesmo período do ano passado, ajudada pela redução de custos e despesas operacionais e com a venda das operações portuguesas.

O Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) consolidado da Oi ficou em 1,899 bilhão de reais, alta de 5,4 por cento na mesma base de comparação.

A companhia reiterou sua previsão para 2015 de Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) recorrente entre 7 bilhões e 7,4 bilhões de reais e melhora no fluxo de caixa operacional entre 1,2 bilhão e 1,8 bilhão de reais para as operações brasileiras.

Apesar da redução de custos, Gontijo disse que a empresa não está sacrificando a qualidade da rede para obter economias de curto prazo. "Nossas redes fixas e móveis estão melhorando em termos relativos e absolutos", disse.

A dívida da empresa aumentou 6 por cento no trimestre, para 34,6 bilhões de reais, diante do pagamento de taxas de concessão e taxas de juros.BVSP mais altas.   Continuação...