Cyrela vê lucro cair 30% no 2º tri em cenário mais difícil que o previsto

quinta-feira, 13 de agosto de 2015 19:45 BRT
 

Por Juliana Schincariol

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Cyrela Brazil Realty viu seu lucro cair 30 por cento no segundo trimestre em um ambiente de queda de vendas e mais difícil do que o previsto no início do ano.

O lucro líquido foi de 118 milhões de reais entre abril e junho, ante 169 milhões de reais um ano antes. A média das estimativa de analistas apontava lucro de 115,5 milhões de reais.

A Cyrela disse no relatório divulgado nesta quinta-feira que lançou produtos de forma seletiva e que os novos empreendimentos continuam focados nas praças onde tem atuação estratégica -São Paulo, Rio de Janeiro e Sul do Brasil- e, foram, em média, 36 por cento vendidos.

No segundo trimestre, a Cyrela entregou as últimas obras em Natal (RN), depois de ter feito o mesmo em Salvador (BA) e Florianópolis (SC) entre janeiro e março.

A empresa já havia informado em julho que os lançamentos no segundo trimestre subiram 19,8 por cento, enquanto as vendas diminuíram 35,3 por cento.

A Cyrela afirmou no balanço que o Valor Geral de Vendas (VGV) lançado no mercado na região metropolitana de São Paulo caiu 30 por cento no primeiro semestre, enquanto no Rio de Janeiro houve recuo de 80 por cento, em comparação ao mesmo período de 2014.

"No Brasil, o cenário tem se mostrado mais difícil que o previsto no início do ano", disse a Cyrela no balanço. "No mercado imobiliário, a redução na oferta de novos lançamentos deu mostras concretas de diminuição, o que torna o mercado mais saudável no médio e longo prazo", acrescentou a companhia.

O estoque a valor de mercado somava 7,25 bilhões de reais no final de junho, alta de 4,8 por cento na comparação com os três primeiros meses do ano. A venda líquida de estoque pronto foi de 67 milhões de reais, 4,3 por cento da oferta desses produtos no início do período.

A receita líquida da empresa caiu 16,2 por cento no trimestre, para 1,138 bilhão de reais no segundo trimestre.

O Ebitda (sigla em inglês para lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) caiu 12,7 por cento na mesma base de comparação, a 236 milhões de reais. A geração de caixa no segundo trimestre foi de 219 milhões de reais, alta de 37,8 por cento sobre 2014.