Lucro da Cemig cai 28% com menor preço spot da energia e retração no consumo

sexta-feira, 14 de agosto de 2015 20:55 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - A elétrica mineira Cemig registrou um lucro líquido de 534,2 milhões de reais no segundo trimestre, queda de 28 por cento na comparação anual, impactada por menores preços de venda no mercado de curto prazo de energia e por uma retração no consumo registrada na unidade de distribuição, segundo balanço divulgado nesta sexta-feira.

Já a geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) alcançou 1,23 bilhão de reais, valor 21,6 por cento abaixo do registrado no mesmo período do ano passado.

A receita da Cemig com a comercialização de energia no mercado de curto prazo caiu 25,4 por cento, para 701 milhões de reais, com a redução do valor de venda, o Preço de Liquidação das Diferenças (PLD), para uma média de 356,81 reais por megawatt-hora (MWh) neste ano, ante 682,20 reais por MWh em 2014.

A redução no preço e o déficit de geração enfrentado pelas hidrelétricas no país foi parcialmente compensada, segundo a Cemig, pela maior disponibilidade de energia para venda no mercado de curto prazo neste ano.

A Cemig Distribuição, por outro lado, teve redução de 7,7 por cento na energia faturada no segundo trimestre, para 10.268 gigawatts-hora, atribuída pela empresa à retração da atividade econômica, baixo nível de investimento público e privado e um cenário político e econômico de maiores incertezas.

O consumo residencial apresentou queda de 2,98 por cento na comparação anual, enquanto o industrial teve retração de 8,65 por cento.

A receita líquida da holding estatal mineira somou 5,39 bilhões de reais no trimestre, com alta de 14,7 por cento ante o mesmo período de 2014.

Já os custos operacionais saltaram 23,7 por cento, para 2,3 bilhões de reais, com destaque para um aumento de 446,7 por cento nas provisões operacionais, que foram de 229,8 milhões de reais.

Segundo a Cemig, o elevado reajuste das tarifas neste ano resultou em "aumento médio da inadimplência de 5 por cento", o que tem reflexo negativo no fluxo de caixa da empresa, que tem taxa de arrecadação média de 95 por cento em 2015, contra 96 por cento em 2014.   Continuação...