Montadoras globais desviam remessas do porto chinês de Tianjin após explosões

quarta-feira, 19 de agosto de 2015 09:45 BRT
 

PEQUIM (Reuters) - A Toyota Motor e montadoras globais rivais estão procurando desviar os carregamentos de Tianjin para Xangai e outros portos após fortes explosões na semana passada terem interrompido por tempo indeterminado as operações no maior polo de importação de automóveis da China.

As autoridades restringiram o acesso às áreas afetadas pelas explosões de 12 de agosto em um armazém de produtos químicos perigosos, que deixaram pelo menos 114 mortos. As montadoras estão se esforçando para chegar aos armazéns e terrenos para avaliar os danos e remover milhares de carros carbonizados, de modo a tornar as instalações próprias para uso. O porto continua em operação.

Nesta quarta-feira, a Renault e a Fuji Heavy Industries, proprietária da Subaru, disseram que iriam redirecionar as importações para Xangai, enquanto a Hyundai Motor afirmou que enviaria mais remessas para Xangai e Guangzhou.

A Toyota está estudando encaminhar as importações para Xangai e Dalian, que têm capacidade suficiente para evitar quaisquer problemas logísticos significativos, disse um executivo sênior em Pequim.

"O porto de Tianjin provavelmente ficará inutilizado por um longo tempo, embora eu não tenha nenhuma ideia no momento de quanto tempo irá durar essa ruptura", disse o executivo, que não estava autorizado a falar com a mídia sobre o assunto e, por isso, não quis ser identificado.

A Toyota suspendeu suas duas linhas de montagem final localizadas perto do porto de Tianjin de segunda a esta quarta-feira, em parte para avaliar os danos. A empresa fabricou 432.340 carros nessas unidades no ano passado, e é provável que deixe de produzir 2.200 por dia por causa das explosões, disse a empresa de pesquisa IHS Automotive.

Um porta-voz da Toyota no Japão informou, sem entrar em detalhes, que a montadora estava estudando redirecionar os embarques para outros portos.

(Por Norihiko Shirouzu e Jake Primavera)

 
Vista aérea de local da explosão no novo distrito de Binhai,  em Tianjin. 16/8/2015 REUTERS