CSN considera Rothschild ou Lazard para venda de ativos, diz fonte

quarta-feira, 19 de agosto de 2015 14:51 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) provavelmente vai escolher entre duas empresas de assessoria financeira, Rothschild e Lazard, para coordenar a venda de alguns ativos não essenciais, disse uma fonte com conhecimento da situação nesta quarta-feira.

De acordo com a fonte, o presidente-executivo da CSN, Benjamin Steinbruch, está mais inclinado a contratar um assessor global independente do que um local para a operação, uma vez que uma consultoria global teria mais habilidade para atrair investidores internacionais.

Ao contratar uma empresa independente, Steinbruch está buscando mitigar quaisquer conflitos de interesse potenciais com bancos que atuam como credores para a siderúrgica, disse a fonte. Esses bancos, contudo, poderiam participar do processo com mandatos específicos, disse.

Ativos que poderiam ser vendidos incluem cimentos e parte da participação da CSN no projeto de minério de ferro Congonhas Minérios, de acordo com outra fonte próxima ao tema. Ambas as fontes disseram que os ativos de logística da CSN podem levantar pouco interesse de potenciais ofertantes.

A Rothschild tem liderado a assessoria de fusões e aquisições no Brasil até agora no ano, tendo trabalhado em nove acordos avaliados em 9,8 bilhões de dólares. A empresa não quis comentar a informação. A assessoria de imprensa da Lazard em Nova York e da CSN em São Paulo não responderam imediatamente a pedidos de comentários.

A decisão de Steinbruch de vender alguns ativos não essenciais que a CSN acumulou nos últimos anos é um revés para o desejo da empresa de se expandir internacionalmente e em outras áreas para além da siderurgia e mineração.

Os riscos de dívida da CSN se tornariam insustentáveis no curto prazo sem uma venda de ativos, disseram as duas fontes. Siderúrgicas brasileiras estão tendo dificuldades em meio à redução da demanda doméstica com a crise econômica e, em particular, com os atrasos nos projetos de infraestrutura.

    (Por Guillermo Parra-Bernal)