Programa brasileiro de concessões interessa à Alemanha, diz ministro

quarta-feira, 19 de agosto de 2015 20:20 BRT
 

BRASÍLIA (Reuters) - O programa brasileiro de concessões em infraestrutura e logística desperta interesse de investidores e empresas da Alemanha, disse nesta quarta-feira o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro Neto.

Ele e outros ministros participaram nesta quarta-feira do encontro da presidente Dilma Rousseff com 12 executivos de companhias e membros de representações comerciais que integram a relação comercial bilateral entre os dois países.

"A Alemanha pode ter grande interesse no plano de concessões na área de infraestrutura e identificamos que as áreas de ferrovias e portos podem interessar a investidores e empresas alemãs", disse o ministro.

O encontro ocorreu no âmbito da visita que a chanceler alemã, Angela Merkel, faz ao Brasil nesta quarta e quinta-feira. Executivos da Companha Siderúrgica Nacional (CSN), Braskem, PIN Petroquímica, BRF e Cosan também participaram da reunião.

Em termos comerciais, a Alemanha é o quarto maior parceiro comercial do Brasil, com os dois países possuindo corrente de comércio de cerca de 16 bilhões de dólares. Nessa relação, o Brasil possui déficit comercial em operações marcadas pelas importações de máquinas e equipamentos de alta tecnologia e por exportações de produtos básicos concentrada em minério de ferro e farelo de soja.

Sobre o montante dos anúncios sobre trocas comerciais e investimentos entre os dois países que devem ser feitos a partir da visita da chanceler alemã, Monteiro Neto disse que espera uma cifra superior a 500 milhões de dólares.

Questionado por jornalistas sobre se na conversa os executivos abordaram o atual momento de incerteza política e piora da economia brasileira, Monteiro Neto comentou que a reunião tratou exclusivamente das relações Brasil-Alemanha.

(Reportagem de Luciana Otoni)

 
O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro Neto, concede entrevista coletiva no Palácio do Planalto, em Brasília, no ano passado. 01/12/2014 REUTERS/Ueslei Marcelino