CORREÇÃO-IPCA-15 desacelera em agosto, mas em 12 meses tem maior patamar em 12 anos, a 9,57%

sexta-feira, 21 de agosto de 2015 12:42 BRT
 

(Corrige o título para agosto, em lugar de julho)

SÃO PAULO (Reuters) - A prévia da inflação oficial brasileira desacelerou em agosto, diante da queda dos preços nos Transportes, mas em 12 meses ampliou a força e foi acima de 9,5 por cento, maior patamar em quase 12 anos, mesmo diante da economia em recessão e intenso aperto monetário feito pelo Banco Central.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) subiu 0,43 por cento em agosto, contra avanço de 0,59 por cento em julho, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira.

No acumulado dos últimos 12 meses, o IPCA-15 registrou alta de 9,57 por cento, acelerando em relação aos 9,25 por cento acumulados em 12 meses até julho, e no maior patamar desde dezembro de 2003 (9,86 por cento). Os resultados vieram em linha com as expectativas em pesquisa da Reuters com analistas.

Segundo o IBGE, o grupo Transportes foi o grande responsável pela desaceleração mensal, com queda nos preços de 0,46 por cento, com destaque para as passagens aéreas (-25,06 por cento).

O grupo Alimentação e bebidas também ajudou, com a alta dos preços desacelerando a 0,45 por cento neste mês, contra 0,64 por cento em julho. Mesmo assim, foi o segundo maior impacto do IPCA-15, de 0,11 ponto percentual.

Os preços das tarifas de energia elétrica continuaram pesando no bolso, com alta de 2,60 por cento, levando o grupo Habitação a ter o maior impacto no índice, com 0,16 ponto percentual.

O BC vem sinalizando que não pretende voltar a aumentar a taxa básica de juros, atualmente em 14,25 por cento, porque considera que a convergência da inflação para o centro da meta em 2016 tem se fortalecido e os riscos desse cenário são "condizentes com efeitos acumulados e defasados da política monetária". A meta é de 4,5 por cento pelo IPCA, com margem de dois pontos percentuais para mais ou menos.

O atual ciclo de aperto monetário começou em outubro passado e elevou a Selic em 3,25 ponto percentual, levando-a ao maior patamar em nove anos.   Continuação...