Bolsas nos EUA caem mais de 3% por preocupações com China

sexta-feira, 21 de agosto de 2015 18:13 BRT
 

Por Chuck Mikolajczak

(Reuters) - O índice S&P 500 teve a maior queda percentual diária nesta sexta-feira em quase quatro anos, conforme temores de uma desaceleração global liderada pela China continuaram a agitar os investidores.

O índice S&P 500 recuou 3,19 por cento, a 1.970 pontos, enquanto o Dow Jones caiu 3,12 por cento, a 16.459 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq recuou 3,52 por cento, a 4.706 pontos.

Na semana, o S&P 500 acumulou queda de 5,8 por cento, a maior perda semanal desde setembro de 2011. Os índices Dow Jones e Nasdaq acumularam baixas de 5,8 por cento e 6,8 por cento, respectivamente.

Dados sobre a China mostraram que seu setor industrial encolheu ao seu ritmo mais rápido desde o ápice da crise financeira de 2009, exacerbando preocupações com a saúde da economia chinesa e dúvidas se o governo tomará novas medidas para conter a desaceleração.

"As pessoas estão usando a China como a principal desculpa para vender", disse o vice-presidente sênior da Cuttone & Co, Keith Bliss.

"Muitas pessoas sabem que isso foi muito exagerado. Estão apenas esperando e vão voltar na próxima semana".

A venda foi generalizada, com todos os 10 principais índices setoriais do S&P no vermelho. O setor de energia, com baixa de 2,6 por cento, teve um dos piores desempenhos, conforme os preços do petróleo nos EUA caíram abaixo de 40 dólares o barril pela primeira vez desde a crise financeira em 2009.

O índice de volatilidade, uma medida do prêmio que operadores estão dispostos a pagar por proteção contra a queda do S&P 500, disparou 48,3 por cento para 28,38, o maior patamar desde outubro.

As ações da Apple caíram 4,6 por cento, 107,44 dólares, com investidores ainda preocupados com as perspectivas para a China, um mercado chave para o crescimento da fabricante do iPhone. O papel da empresa foi a maior influência negativa sobre os índices S&P 500 e Nasdaq.

O volume de negócios foi intenso nesta sessão, com cerca de 10,36 bilhões de ações sendo negociadas nas bolsas norte-americanas, muito acima da média de 6,85 bilhões até agora no mês, segundo dados da BATS Global Markets.