August 21, 2015 / 9:44 PM / in 2 years

Diretor-geral da Fitch no Brasil vê situação da Petrobras mais realista

3 Min, DE LEITURA

RIO DE JANEIRO (Reuters) - As perspectivas para a Petrobras são mais realistas e melhores que no passado, mas a elevada alavancagem da empresa só não se reflete em um problema maior por conta do suporte do governo federal, disse nesta quinta-feira o diretor-geral no Brasil da agência de classificação de risco Fitch, Rafael Guedes.

Segundo ele, "sem dúvida" a situação da empresa é mais "confortável" do que no passado recente, quando a estatal teve que até mesmo adiar a divulgação dos balanços trimestrais, por conta de incertezas sobre as perdas decorrentes do escândalo de corrupção.

Para o diretor-geral da Fitch no Brasil, a estatal entrou em fase mais realista para a perspectiva de produção de óleo e gás, ganhou uma gestão mais profissional com a troca do comando da empresa e ainda conquistou mais independência do governo em termos de gestão.

"A Petrobras está puxando para cima, mas de um ponto muito baixo", disse Guedes a jornalistas em evento na Câmara de Comércio Americana, no Rio de Janeiro.

O diretor-geral acrescentou que a divisão de Abastecimento da estatal voltou a ganhar dinheiro após emplacar aumento nos preços dos combustíveis no ano passado associado a um cenário de queda acentuada no preço do barril do petróleo.

"A empresa está fazendo caixa agora e a sangria do passado deixou de existir, e isso é positivo e diferente do passado", avaliou ele.

"Mas ainda é uma empresa bem alavancada, mas com a perspectiva de que as metas de produção serão entregues, com um bom trabalho... No atual momento, a interferência do governo é muito baixa", declarou ele.

Hoje, a classificação da Petrobras é triplo "BBB-" pela Fitch, uma avaliação que ainda tem muito do suporte do governo, o acionista majoritário, no caso de a situação financeira da empresa se agravar.

"O perfil de crédito da Petrobras é muito fraco, só é triplo B menos porque acreditamos no apoio do governo federal. O fato da Petrobras estar melhorando é condição necessária para ela ao menos se manter no que ela está, principalmente se o Brasil ficar mais fraco (tiver redução de rating)", avaliou ele.

Por Rodrigo Viga Gaier

0 : 0
  • narrow-browser-and-phone
  • medium-browser-and-portrait-tablet
  • landscape-tablet
  • medium-wide-browser
  • wide-browser-and-larger
  • medium-browser-and-landscape-tablet
  • medium-wide-browser-and-larger
  • above-phone
  • portrait-tablet-and-above
  • above-portrait-tablet
  • landscape-tablet-and-above
  • landscape-tablet-and-medium-wide-browser
  • portrait-tablet-and-below
  • landscape-tablet-and-below