Bovespa reduz queda a 3,4%, mas segue em níveis de 2009 com temor sobre China

segunda-feira, 24 de agosto de 2015 12:38 BRT
 

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) - O principal índice da Bovespa seguia nos níveis de meados de 2009 nesta segunda-feira, mas recuperava-se das mínimas da sessão, quando chegou a cair mais de 6 por cento, contaminado pelo pânico que tomou conta dos mercados globais por preocupações com a economia chinesa.

Às 12:38, horário de Brasília, o Ibovespa caía 3,32 por cento, a 44.201 pontos, tocando a mínima durante os negócios desde abril de 2009. No pior momento até esse horário, a queda foi de 6,5 por cento, a 42.749 pontos.

Todas as ações da carteira teórica seguiam no vermelho. O volume financeiro na bolsa somava 3,3 bilhões de reais.

Na China, o índice SSE, da bolsa de Xangai, perdeu 8,46 por cento, conforme medidas do governo da segunda maior economia do mundo para conter o declínio no mercado acionário e a desaceleração econômica não surtiam efeito.

Na Europa, o índice FTSEurofirst 300, que reúne as principais ações do continente, fechou em queda de 5,39 por cento, segundo dados preliminares. Em Wall Street, o S&P 500 caía quase 3 por cento e o Nasdaq cedia 5,4 por cento, distanciando-se das mínimas.

"Todos os dados de atividade da economia chinesa apontam para uma desaceleração maior do que vem indicando o PIB (Produto Interno Bruto) oficial. E essa é a grande questão de fundo por trás dessa deterioração do mercado acionário", disse o analista Marco Aurelio Barbosa, da CM Capital Markets.

A decisão chinesa de permitir que fundos de pensão administrados por governos locais invistam no mercado acionário pela primeira vez não trouxe alívio ao mercado. Conforme nota do Credit Suisse, havia expectativa de corte da taxa de depósito compulsório dos bancos chineses para estimular a economia, o que não aconteceu.[nL1N10Z0C4]

Entre as commodities, o minério de ferro caiu 4 por cento na China e o petróleo LCOc1 perdia cerca de 4 por cento.   Continuação...