Bovespa sobe após medidas da China, mas piora em NY reduz ganhos

terça-feira, 25 de agosto de 2015 17:44 BRT
 

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) - A Bovespa fechou a terça-feira no azul, após o anúncio de medidas de estímulo econômico pela China, mas com o seu principal índice longe das máximas do dia, acompanhando a perda de fôlego das bolsas norte-americanas no fim da sessão.

O Ibovespa subiu 0,47 por cento, a 44.544 pontos. Na máxima da sessão, o índice chegou a subir 2,82 por cento. O giro financeiro totalizou 5,9 bilhões de reais.

Na véspera, o índice de referência do mercado acionário brasileiro recuou à mínima em mais de seis anos, acompanhando um forte movimento global de aversão a risco gerado por preocupações com a economia chinesa.

A reação no ambiente financeiro global nesta sessão, que reverberou na Bovespa, encontrou suporte no corte de juros e das taxas de compulsório pela segunda vez em dois meses pelo banco central chinês.

Na parte da tarde, contudo, Wall Street perdeu força, com os principais índices acionários passando ao terreno negativo próximo do fechamento, conforme temores sobre a China voltaram a pressionar os negócios. O S&P 500 fechou em queda de 1,35 por cento.

Em nota a clientes, o Bank of America Merrill Lynch avaliou que pode ser necessário muito além das medidas anunciadas pelo BC chinês para segurar os mercados chineses e recomendou a venda em qualquer momento de recuperação.

Para o trader Thiago Montenegro, da Quantitas Asset Management, as preocupações com China vieram para ficar. "Podem até ser relevadas a curto prazo, mas vão estar mais presentes nos balanços de risco dos agentes", disse.

Ao mesmo tempo, o quadro político local segue instável, com a saída do vice-presidente Michel Temer do comando da articulação política do governo adicionando dúvidas sobre a qualidade da relação desgastada entre Executivo e Legislativo.   Continuação...