Ministra vê tendência de melhora na liberação de crédito rural daqui para frente

terça-feira, 25 de agosto de 2015 19:03 BRT
 

BRASÍLIA (Reuters) - A ministra da Agricultura, Kátia Abreu, reconheceu nesta terça-feira que houve diminuição de crédito rural a produtores no primeiro semestre, mas afirmou que isso foi parcialmente revertido em julho, quando bancos públicos, privados e cooperativas emprestaram mais.

Após reunião com instituições financeiras e entidades representativas dos produtores, Kátia pontuou que, de janeiro a junho, o volume conjuntamente disponibilizado caiu 9 por cento ante o mesmo período do ano passado, ou cerca de 5 bilhões de reais.

Produtores relataram anteriormente dificuldade na análise de crédito para financiamento da próxima safra de grãos, num contexto de juros mais altos, inclusive do Plano Safra, que foi apresentado neste ano pelo governo federal com uma parcela maior de empréstimos com taxas livres de mercado.

Em julho, entretanto, houve aumento de 32 por cento na liberação do crédito, disse a ministra, reforçando que o mês é o primeiro da nova safra 2015/2016.

"Isso traz certa tranquilidade porque estamos em ascendência: se houve redução de 5 bilhões de reais nos seis meses, já houve acréscimo de 3 bilhões de reais apenas neste mês (de julho)", afirmou ela a jornalistas.

A ministra ressaltou ainda que os negócios de insumos, como fertilizantes, não estão mais fracos este ano devido a fatores relacionados ao crédito. Disse nesta terça que a diminuição da compra por agricultores se dá antes pelo encarecimento do produto, majoritariamente importado, numa situação de dólar em alta.

"Não está diminuindo a compra de fertilizantes por causa da falta de crédito, e sim pelo preço", avaliou.

Ela admitiu ainda que incertezas econômicas globais também deixam alguns agentes do mercado mais cautelosos na liberação do crédito.

"Em nível internacional nós temos uma crise na China, estamos passando por ajustes sérios na nossa economia, então todo o mercado se sensibiliza. Então é normal que os bancos privados principalmente, temerosos dos riscos, fiquem mais exigentes, fiquem mais preocupados", completou, acrescentando que não vai ser isso que vai causar um "desfalque".   Continuação...