Surpreendida pelo impacto global da desvalorização do iuan, China busca acalmar mercados

quinta-feira, 27 de agosto de 2015 09:30 BRT
 

Por Kevin Yao

PEQUIM (Reuters) - A China foi tão surpreendida pela reação global à sua desvalorização cambial que é provável que o governo mantenha o iuan em rédea curta no curto prazo para evitar uma guerra cambial que poderia provocar uma crise financeira mais ampla, dizem fontes.

Pedidos internos para que o iuan enfraqueça 10 por cento desde a desvalorização de 11 de agosto minguaram, uma vez que líderes temem que as preocupações do mercado sobre uma manobra como essa poderiam alimentar mais fugas de capital. Sinais de que recursos estão deixando o país se intensificaram em julho e agosto.

As reservas internacionais da China diminuíram em cerca de 340 bilhões de dólares desde meados de 2014 até julho, o que é visto por economistas como um bom indicativos das saídas de recursos do país.

Mas o Banco do Povo da China, banco central do país, conta com o total de 3,65 trilhão de dólares, que formam o maior volume de reservar internacionais do mundo, para defender o iuan.

Economistas do governo e assessores de política econômica dizem que o banco central vai agora tentar evitar que o iuan recue muito além de 6,5 por dólar, 4,5 por cento abaixo dos níveis pré-desvalorização. Na manhã desta quinta-feira, o iuan chegou a atingir 6,4162 por dólar.

"A reação global foi maior que a esperada", disse um economista sênior de uma agência do governo.

"A economia global está muito frágil... desvalorizações cambiais competitivas poderiam, por sua vez, afetar a própria economia da China --minar suas exportações e o investimento."

De fato, quando cortou os juros e as taxas de compulsório na terça-feira, o banco central disse que flutuações cambiais tinham provocado queda da liquidez.   Continuação...

 
Investidor olhando monitor com cotações da bolsa de valores, na China.  11/08/2015   REUTERS/Stringer