PIB dos EUA cresce 3,7% no 2º tri, acima do esperado

quinta-feira, 27 de agosto de 2015 11:54 BRT
 

WASHINGTON (Reuters) - A economia dos Estados Unidos cresceu mais rápido do que se esperava no segundo trimestre deste ano, com sólida demanda doméstica, mostrando forte impulso que ainda poderia permitir ao Federal Reserve, banco central norte-americano, aumentar as taxas de juro este ano.

O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu ao ritmo anual de 3,7 por cento no trimestre passado, muito acima da taxa de 2,3 por cento estimada no mês passado, informou o Departamento de Comércio nesta quinta-feira, em sua segunda estimativa do PIB.

Pesquisa Reuters com economistas apontou que a alta seria revisada para 3,2 por cento no período.

O relatório do PIB, divulgado na sequência de vendas generalizadas nos mercados, deve oferecer garantias para os cautelosos investidores e autoridades do Fed que os Estados Unidos estão em boa forma para enfrentar as turbulência sobre o crescimento na economia mundial.

As preocupações com a desaceleração na China afetaram fortemente os mercados acionários globais na semana passada, levantando dúvidas sobre se o Fed irá aumentar a sua taxa de juro de curto prazo no próximo mês.

Na quarta-feira, o presidente do Fed de Nova York, William Dudley, disse que a perspectiva para este cenário "parece menos convincente para mim do que era há algumas semanas".

Ressaltando fundamentos sólidos da economia, uma medida de demanda doméstica privada, que exclui o comércio, estoques e gastos governamentais, aumentou à taxa de 3,3 por cento no período, ao invés dos 2,5 por cento relatados anteriormente.

Os gastos dos consumidores, que respondem por mais de dois terços da atividade econômica dos EUA, cresceram à taxa de 3,1 por cento, sobre 2,9 por cento divulgados no mês passado.

O mercado de trabalho forte, a gasolina mais barata e preços de casas relativamente mais elevados, que estão impulsionando a riqueza das famílias, estão ajudando a apoiar os gastos dos consumidores.

(Reportagem de Lucia Mutikani)

 
Nota de cinco dólares em fotografia ilustrativa tirada em Washington.  14/04/2015   REUTERS/Gary Cameron