Wall St fecha em queda e tem em agosto o pior desempenho mensal em três anos

segunda-feira, 31 de agosto de 2015 18:48 BRT
 

(Reuters) - O mercado acionário dos Estados Unidos caiu nesta segunda-feira e encerrou agosto com o pior desempenho mensal desde 2012, após o vice-chair do Federal Reserve despertar receios entre investidores de um potencial aumento da taxa de juros do país em setembro.

O índice Dow Jones caiu 0,69 por cento, a 16.528 pontos, enquanto o S&P 500 perdeu 0,84 por cento, a 1.972 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq recuou 1,07 por cento, a 4.776 pontos.

No mês, o Dow Jones caiu 6,6 por cento, enquanto o S&P 500 teve baixa 6,3 por cento e o Nasdaq acumulou perda de 6,9 por cento.

O vice-chair do Fed, Stanley Fischer, disse no sábado que a inflação dos EUA provavelmente irá se recuperar conforme a pressão do dólar diminui, permitindo que o Fed aumente a taxa de juros gradualmente.

Muitos analistas interpretaram os comentários de Fischer como um sinal de que o Fed aumentaria os juros em setembro, não em dezembro. Isso abalou os investidores que já estavam agitados após semanas de turbulências causadas por preocupações com o enfraquecimento da economia chinesa.

"O que você vê no mercado hoje é causado pelos comentários do Fischer no fim de semana. Se eles derem esse passo em setembro, isso vai levantar muitas dúvidas sobre onde eles vão parar", disse o diretor de investimento da Wedbush Equity Management LLC, Stephen Massocca.

As declarações de Fischer, feitas durante a conferência global de bancos centrais em Jackson Hole, indicaram que o Fed não vê a recente queda no mercado acionário e as preocupações com a China como impeditivos para um aumento dos juros.

Dos dez índices setoriais do S&P 500, nove encerraram em queda, com o de saúde caindo 1,85 por cento e liderando as perdas. O índice do setor de energia subiu 1,05 por cento, impulsionado pelas ações da ConocoPhillips e da Phillips 66.

Os preços do petróleo subiram após dados indicarem um surpreendente corte na produção de petróleo dos EUA e com a Opep dizendo que estava pronta para conversar com outros produtores sobre a recente queda nos preços do petróleo.