Avanço do emprego nos EUA reduz ritmo, mas taxa de desemprego cai a 5,1%

sexta-feira, 4 de setembro de 2015 10:31 BRT
 

Por Lucia Mutikani

WASHINGTON (Reuters) - O crescimento do emprego nos Estados Unidos ficou abaixo do esperado em agosto, mas a queda da taxa de desemprego para a mínima de quase sete anos e meio de 5,1 por cento e o avanço dos salários mantiveram vivas as perspectivas de alta da taxa de juros pelo Federal Reserve neste mês.

A criação de vagas fora do setor agrícola somou 173 mil no mês passado com o setor industrial fechando o maior número de postos de trabalho desde julho de 2013, informou o Departamento do Trabalho nesta sexta-feira. O número representa uma desaceleração ante a criação de 245 mil vagas em julho, segundo números revisados para cima, e foi o menor ganho em emprego em cinco meses.

O relatório, no entanto, pode ter sido prejudicado por um fator estatístico que nos últimos anos tem levado com frequência a fortes revisões para cima no número de empregos de agosto após leituras inicialmente fracas.

Indicando que a desaceleração no crescimento do emprego provavelmente não reflete a verdadeira saúde da economia, os dados de emprego para junho e julho foram revisados para mostrar 44 mil vagas de trabalho a mais do que informado anteriormente. Além disso, a renda média por hora trabalhada avançou 0,08 dólar, maior alta desde janeiro, e a semana média de trabalho alongou-se para 34,6 horas.

"O relatório de empregos certamente é bom o bastante para permitir uma elevação dos juros pelo Fed em setembro, a grande pergunta ainda é se a volatilidade no mercado financeiro vai arruinar os planos", disse o chefe global de estratégia cambial do Deutsche Bank.

O dólar reduziu perdas contra uma cesta de moedas após a divulgação dos dados, enquanto os preços dos Treasuries diminuíram os ganhos.

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