G20 quer reformas econômicas mais rápidas já que crédito barato não é suficiente

sábado, 5 de setembro de 2015 15:21 BRT
 

Por Randall Palmer e Nick Tattersall

ANCARA (Reuters) - Líderes financeiros das 20 maiores economias do mundo concordaram, neste sábado, com a aceleração de reformas para melhorar o decepcionantemente baixo crescimento, dizendo que a confiança em taxas de juros muito baixas não será o suficiente para acelerar a expansão econômica.

Mas também disseram que estão confiantes que o crescimento vai acelerar e, como resultado disso, as taxas de juros em "algumas economias avançadas" -código para os Estados Unidos-- teriam que subir.

"As políticas monetárias vão continuar a sustentar a atividade econômica consistentes com os mandatos dos bancos centrais, mas a política monetária sozinha não pode levar a um crescimento equilibrado", apontou o comunicado dos ministros das Finanças e membros de bancos centrais do G20.

"Nós observamos que, em linha com a perspectiva econômica melhor, o aperto de política monetária é mais provável em algumas economias avançadas."

O discurso desafiou a pressão de mercados emergentes para classificar o esperado aumento da taxa de juros dos Estados Unidos como um risco ao crescimento. 

"Ouvimos opiniões diferentes sobre a possível decisão do Fed (banco central norte-americano). Alguns acreditam que o Fed precisa tomar a decisão assim que possível, enquanto outros acreditam que ele deveria esperar um pouco", afirmou o vice-ministro turco Cevdet Yilmaz, em uma entrevista coletiva.

Para limitar a volatilidade da saída de capital de mercados emergentes para ativos em dólar --a causa da preocupação sobre uma futura alta dos juros pelo Federal Reserve-- líderes financeiros do G20 disseram que evitariam qualquer surpresa ou medidas excessivas.

"Vamos calibrar com cuidado e comunicar claramente as nossas ações, especialmente sobre o pano de fundo de grandes decisões monetárias e de outras políticas, para minimizar os efeitos negativos, suavizar as incertezas e promover a transparência", disseram.   Continuação...