Reservas de moeda estrangeira da China têm queda recorde; Pequim tenta acalmar mercados 

segunda-feira, 7 de setembro de 2015 11:53 BRT
 

XANGAI/PEQUIM (Reuters) - As reservas de moeda estrangeira da China registraram sua pior queda mensal em agosto, refletindo as tentativas de Pequim para frear a deterioração do iuan e estabilizar os mercados financeiros, após sua decisão surpreendente de desvalorizar a moeda no mês passado.

As reservas chinesas, as maiores do mundo, caíram 93,9 bilhões de dólares no mês passado, para 3,557 trilhões de dólares, mostraram dados do Banco Central nesta segunda-feira.

A queda fez os observadores de mercados perguntarem quão sustentáveis são os esforços do país para amparar o iuan, já que o capital está deixando a China devido aos temores de desaceleração econômica e às perspectivas de aumento nas taxas de juros dos Estados Unidos.

“A intervenção frequente irá queimar as reservas de moeda estrangeira rapidamente e limitar a liquidez do mercado continental”, disse Zhou Hao, economista-sênior do Commerzbank de Cingapura.

O iuan perdeu força no exterior após a divulgação de orientações para negociá-lo com um desconto recorde em relação à taxa continental, dando a entender que os investidores acreditam que a taxa oficial está sendo mantida muito alta.

Mas houve alívio no fato de que o rombo nas reservas não foi ainda maior, e na véspera do anúncio alguns especialistas previram que a queda poderia chegar a 200 bilhões de dólares.

Mesmo assim, os economistas estimaram que a queda provavelmente ficou um pouco acima da cifra de 94 bilhões de dólares, dado o impacto positivo das mudanças de avaliação diante da queda do dólar em relação às grandes moedas. Uma grande parcela das reservas chinesas é em títulos do Tesouro norte-americano.

O declínio nas reservas se acelerou depois da desvalorização de quase 2 por cento do iuan no dia 11 de agosto, que desencadeou novas preocupações com a economia e a venda intensa da moeda.

(Por Nathaniel Taplin e Kevin Yao)