Importações da China desabam em agosto; ações têm rali mas volumes caem

terça-feira, 8 de setembro de 2015 10:32 BRT
 

Por Pete Sweeney e Samuel Shen

XANGAI (Reuters) - As importações da China caíram com força em agosto, levantando preocupações sobre a saúde da segunda maior economia do mundo e sua contribuição para o crescimento global.

Os dados vão ampliar a pressão sobre as autoridades de Pequim que tentam garantir que a economia da China evite um pouso forçado, embora elas devam achar algum consolo no fato de que seus esforços para estabilizar os mercados acionários do país tenham sido recompensados com uma alta nesta terça-feira.

As importações desabaram 13,8 por cento ante o ano anterior, bem mais do que analistas esperavam, chegando ao décimo mês seguido de queda, o que reflete tanto os preços globais de commodities mais baixos quanto a demanda fraca.

A desvalorização inesperada do iuan no começo do mês passado combinada com a desaceleração na demanda dos consumidores impactarão as perspectivas de que as importações tenham uma retomada significativa no curto prazo.

A maior parte das importações da China é de commodities e outras matérias-primas, que vão para as fábricas transformá-las em bens para venda externa, portanto a queda pode ser um mau sinal para as exportações nos próximos meses.

As exportações caíram menos do que o esperado, 5,5 por cento, mas analistas ainda duvidam que a China possa agora alcançar sua meta de crescimento comercial no final do ano, de 6 por cento.

"A desvalorização do iuan terá impacto limitado nas exportações, que estão caindo porque a demanda está fraca, não devido ao preço não ser bom", disse o chefe de pesquisa de comércio internacional da Academia Chinesa de Comércio Internacional e Cooperação Econômica, o instituto de pesquisa do Ministério do Comércio da China, Li Jian.

As reservas internacionais da China tiveram a maior queda mensal já registrada em agosto, refletindo os esforços de Pequim para estabilizar o iuan após sua desvalorização.   Continuação...