Governo não abre mão de buscar alternativas para garantir superávit, diz Berzoini

terça-feira, 8 de setembro de 2015 13:42 BRT
 

BRASÍLIA (Reuters) - O governo federal vai buscar alternativas para resolver o déficit orçamentário, incluindo aumento de algumas contribuições e impostos, mas que tenham impacto menor na inflação e no setor produtivo, afirmou o ministro das Comunicações, Ricardo Berzoini, depois da reunião de coordenação política nesta terça-feira.

“O Orçamento de 2016 foi mandado sem previsão de novos impostos. O governo sabe da dificuldade de aprovar novos impostos, no entanto estamos dialogando com todos os setores da sociedade para buscar alternativas porque a posição do governo é de perseguir o superávit primário”, afirmou Berzoini a jornalistas no Palácio do Planalto, após reunião com ministros, líderes do governo no Congresso e a presidente Dilma Rousseff.

Segundo o ministro, o governo segue buscando alternativas com baixo impacto na inflação e no setor produtivo. "O que não queremos é apresentar uma alternativa e depois observar a reação”, disse.

O governo estuda o reajuste de contribuições que não precisam passar pelo Congresso, como a Cide, que incide no preço dos combustíveis, segundo informou à Reuters uma liderança da base governista no Senado. Os percentuais, no entanto, ainda não estariam definidos e há dúvidas porque a taxação pode afetar diretamente a inflação, que começa a dar mostras de estar cedendo.

PROGRAMAS SOCIAIS

Berzoini garantiu ainda que programas sociais considerados essenciais, como o Bolsa Família, serão preservados, mas deu a entender que novos investimentos, mesmo na área social, terão que ser adequados à nova realidade orçamentária.

“Da parte de investimento, será importante olharmos de acordo com a arrecadação e com o que está programado de investimento", afirmou.

"Programas da área de investimentos físicos, que envolvem saúde, educação, habitação são programas que evidentemente não podem ser feitos sem alinhamento total com a programação orçamentária”, acrescentou.   Continuação...

 
Ministro das Comunicações, Ricardo Berzoini, em Brasília. 29/4/2015 REUTERS/Ueslei Marcelino