ENTREVISTA-Cemig priorizará aquisições para alcançar metas de geração de caixa

terça-feira, 8 de setembro de 2015 17:35 BRT
 

Por Luciano Costa

SÃO PAULO (Reuters) - A mineira Cemig aposta principalmente em aquisições em geração e transmissão de energia elétrica para recompor o fluxo de caixa mesmo em um cenário em que tenha de devolver ao governo as hidrelétricas de Jaguara, São Simão e Miranda, devido ao final dos períodos de concessão, disse à Reuters nesta terça-feira um importante executivo.

Os contratos de concessão das duas primeiras usinas venceram, respectivamente, em agosto de 2013 e janeiro de 2015, enquanto o da última se encerra em dezembro de 2016, mas a Cemig ainda tenta na Justiça manter o controle dos ativos, que hoje respondem por 34 por cento do seu parque gerador.

De acordo com o diretor de Relações Institucionais da Cemig, Luiz Fernando Rolla, o investimento será puxado por empresas na qual a estatal mineira tem sócios privados, como a Renova, braço de energias renováveis que tem como parceira a norte-americana SunEdison, e a Aliança, uma sociedade com a mineradora Vale que foca principalmente em hidrelétricas.

"Geração é uma prioridade. Em hidráulicas (a expansão) vai ser através da Aliança, e em renováveis pela Renova. A prioridade das duas é a mesma, e temos de um lado a SunEdison e de outro a Vale, que têm capacidade financeira de tocar os projetos. Temos uma confiança muito grande de que vamos crescer muito rápido através desses veículos", afirmou Rolla.

Ele disse que a Aliança, hoje com cerca de 1,2 gigawatts em operação, "deve chegar rapidamente a quase 3 gigawatts, em dois anos, em função de todos projetos e aquisições a serem feitos".

Já no segmento de transmissão o veículo de crescimento da Cemig é a Taesa, na qual a mineira divide o controle com o fundo de investimentos Coliseu.

"A Taesa já tem algumas transações que estão sendo analisadas e podem resultar em aquisição nos próximos anos", apontou o diretor.

Em maio, a Cemig apresentou aos acionistas a meta de apresentar uma geração de caixa, medida pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), de 4,6 bilhões a 5,9 bilhões de reais entre 2016 e 2019, contra um resultado esperado para 2015 entre 5,4 bilhões de reais e 6,8 bilhões de reais.   Continuação...