Brasil tem entrada líquida de US$4,1 bi em agosto, primeiro superávit em 3 meses, diz BC

quarta-feira, 9 de setembro de 2015 13:06 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - O Brasil registrou entrada líquida de 4,111 bilhões de dólares em agosto, primeiro mês de fluxo cambial positivo em três meses, refletindo ingressos tanto na conta financeira quanto na comercial, informou o Banco Central nesta quarta-feira.

A conta financeira --por onde passam investimentos estrangeiros diretos, em portfólio e outros-- apresentou superávit de 2,122 bilhões de dólares, também o primeiro mês no azul após três negativos.

Já a conta comercial ficou positiva em 1,989 bilhão de dólares em agosto, quinto mês consecutivo de superávit. No entanto, o saldo foi o menor desde março, quando havia fechado negativa em 71 milhões de dólares.

Apenas no dia 31 passado, ainda segundo o BC, o país apresentou entrada líquida de 1,469 bilhão de dólares, com superávit nas contas comercial e financeira.

O bom desempenho do fluxo cambial veio em meio à escalada do dólar às máximas desde o fim de 2002, provocada por preocupações com a deterioração das contas públicas brasileiras e com a desaceleração da economia chinesa. Só em agosto, a moeda norte-americana teve valorização de 5,91 por cento sobre o real, acumulando no ano ganhos de 36,42 por cento.

Cotações mais altas do dólar tendem a aumentar a atratividade de exportações e ativos financeiros brasileiros para estrangeiros, uma vez que reduzem seus preços.

O fluxo cambial, entrada e saída de moeda estrangeira do país, estava positivo em 11,276 bilhões de dólares no acumulado do ano até agosto, informou o BC. Nos 4 primeiros dias de setembro, o saldo estava positivo em 343 milhões de dólares.

O BC informou também que não vendeu dólares no leilão de linha de até 2,4 bilhões de dólares realizado no dia 31 de agosto. A autoridade monetária realizou novo leilão de dólares com compromisso de recompra na véspera desta semana, com oferta de até 3 bilhões de dólares, mas ainda não divulgou o resultado da operação.

(Por Bruno Federowski)