Gastos do consumidor nos EUA têm aumento sólido, manufatura permanece fraca

terça-feira, 15 de setembro de 2015 14:07 BRT
 

Por Lucia Mutikani

WASHINGTON (Reuters) - Os gastos do consumidor norte-americano cresceram a um ritmo saudável nos últimos dois meses, mas a produção industrial caiu em agosto, dando ao Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, um quadro misto da economia antes da reunião desta semana que decidirá sobre a taxa de juros.

O Departamento do Comércio informou nesta terça-feira que as vendas do varejo, excluindo automóveis, gasolina, materiais de construção e serviços de alimentação subiram 0,4 por cento em agosto após um aumento revisado pra cima de 0,6 por cento em julho.

O chamado de núcleo das vendas do varejo, que corresponde mais de perto ao componente dos gastos do consumidor no Produto Interno Bruto (PIB), deram o mais recente sinal de solidez do ímpeto econômico e sugere que a recente venda generalizada do mercado acionário teve pouco impacto imediato nos gastos das famílias norte-americanas.

Um relatório separado do Federal Reserve, entretanto, mostrou que a produção manufatureira encolheu 0,5 por cento, mais do que o esperado, com queda da produção de automóveis, após um aumento de 0,9 por cento em julho.

Excluindo os automóveis, a produção industrial se manteve inalterada.

"Os dados de hoje são notícia positiva para a demanda final no terceiro trimestre e devem dar ao Fed mais confiança nas perspectivas de gastos", disse a economista do BNP Paribas Laura Rosner, referindo-se aos dados do varejo.

Sinais de força sustentada na economia podem encorajar o Fed a elevar a taxa de juros ante o nível perto de zero atual. O banco central norte-americano se reúne na quarta e quinta-feiras tendo como pano de fundo o aperto do mercado de trabalho dos EUA, inflação baixa e desaceleração do crescimento global.

Um terceiro relatório divulgado nesta terça-feira mostrou que a atividade industrial do Estado de Nova York contraiu em setembro pelo segundo mês consecutivo.

Já os estoques empresariais avançaram 0,1 por cento, segundo o Departamento do Comércio, menor alta desde março e em linha com as expectativas de economistas.